Como se traduz por aí

Até já me perguntam se não é assim

      «— Fiquem todos onde estão — gritou Beefy, sem fôlego, o medo evidente na voz —, enquanto tentamos perceber o que aconteceu!» (Crime no Expresso de Natal, Alexandra Benedict. Tradução de Nuno Carvalho e revisão de Maria Ferro. Lisboa: Guerra & Paz, 2023, p. 117). 
      Agora quase não há tradução em que não veja esta merda isto. As palavras são todas portuguesas, sim, mas a construção é alienígena. E é tão simples, caramba: «— Fiquem todos onde estão — gritou Beefy, ofegante, com o medo bem patente na voz —, enquanto tentamos perceber o que aconteceu.»
[Texto 23 787]
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