5.11.26
Tudo a postos
«Apelidada de ‘zeptoverso’, cientistas da Universidade de Cambridge descobriram a menor escala da natureza alguma vez explorada. Os sinais de que existe matéria 100 mil milhões de vezes menor do que um átomo foram recolhidos quando realizavam experiências em que átomos colidiam para se fragmentar, permitindo descobrir o que têm no interior» («‘Zeptoverso’: cientistas descobriram a menor escala da natureza alguma vez explorada», Expresso, 3.11.2026, 17h58).
Corresponde ao inglês zeptoverse. O termo aportuguesado foi também utilizado na imprensa brasileira, nomeadamente na Folha de S. Paulo, na Veja e na Superinteressante. Sabemos perfeitamente o que significa e até poderíamos propor uma definição: «FÍSICA domínio de fenómenos e interacções subatómicas associados a escalas de comprimento da ordem do zeptómetro (10⁻²¹ metros), cuja investigação poderá revelar partículas ou fenómenos ainda desconhecidos». Mas sejamos prudentes: ainda é cedo para saber se o vocábulo se consolidará no uso e, portanto, se justificará a sua inclusão nos dicionários. Falo dele, sobretudo, por causa de outra lacuna, bem mais conspícua, do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: zeptómetro. Ao contrário de «zeptoverso», não estamos perante uma designação recente de divulgação científica, mas uma unidade de comprimento formada a partir de um prefixo do Sistema Internacional de Unidades, aprovado em 1991.
Assim, proponho ➠ zeptómetro nome masculino METROLOGIA unidade de comprimento do Sistema Internacional de Unidades equivalente à milésima parte de um trilionésimo de metro (10⁻²¹ m); símbolo: zm.
[Texto 23 818]
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