Léxico: «não pôr mais na carta»

Até na Alemanha sabem


      «— Não ponhas mais na carta. Tosquei tudo! Que bailões! E a Ruiva também era...» (A Ruiva, Fialho de Almeida. Porto: Ernesto Chardron, 1881, p. 14). 
      Já aparece em muito poucos dicionários, isto quando se trata de uma expressão frequente na literatura do século XIX e até do século XX. Encontro-a, por exemplo, no Die falschen Freunde: Portugiesisch-Deutsch, Deutsch-Portugiesisch, em que é traduzida por «du brauchst nicht deutlicher zu werden», isto é, «não precisas de ser mais explícito». 

[Texto 23 382]

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A propósito de «Celtic»

Sabido, mas esquecido


      No sentido de «celta» ou «céltico», a pronúncia actualmente corrente é /ˈkeltɪk/. A pronúncia /ˈseltɪk/, historicamente anterior em inglês e hoje pouco usada nestas acepções, conserva-se sobretudo em nomes próprios, como Celtic Football Club. A pronúncia com /k/, difundida a partir do século XVIII e consolidada no século XIX por historiadores e linguistas, foi resultado da aproximação às formas antigas (grego Keltoí e latim Celtae), em que a consoante inicial se pronunciava /k/. isto mesmo, ou abreviado, se devia dizer no verbete Celtic do Dicionário de Inglês-Português da Porto Editora. A apresentação actual, ao enumerar /ˈkeltɪk/ e /ˈseltɪk/ sem nenhuma indicação de uso, leva a supor que ambas são hoje igualmente correntes nas acepções «celta, céltico» e «ramo de línguas celta», o que não corresponde ao uso predominante. Seria conveniente manter ambas, mas distinguir a pronúncia moderna geral da variante histórica, actualmente conservada sobretudo em nomes próprios.

[Texto 23 381]

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