Extras! Extras! Extras!

Até entrar na cabeça


      «Guardas prisionais continuam sem receber horas extras» (Reis Pinto, Jornal de Notícias, 12.08.2026, p. 17).

[Texto 23 542]

Extras! Extras! Extras!

Também no Estadão


      Olha, olha, no Estadão também sabem escrever em português como deve ser: «Com guerra, aéreas registram gastos extras de R$ 5,2 bilhões» (Geovanna Hora, 9.08.2026, p. B9).

[Texto 23 515]

Extras! Extras! Extras!

Voltemos aos nossos


      Afinal, não precisamos cá dos jornalistas espanhóis, os nossos, pelo menos neste caso, já mostraram entender. Para os gramáticos é que é mais difícil. «IRS com ganhos extras em novembro e dezembro» (António Sérgio Azenha, Correio da Manhã, 10.09.2026, p. 8).

[Texto 23 506]

Extras! Extras! Extras!

É só uma ideia


      «La medida, que no necesita pasar por el Congreso, obligará a detallar lo que el Gobierno describe como “características esenciales de la relación laboral” y supone especificar en el contrato una batería de datos sobre las condiciones de trabajo que van desde los pluses y variables salariales hasta los algoritmos que se emplean para tomar decisiones, pasando por turnos, vacaciones o horas extras» («Pluses, horas extras, vacaciones у turnos deberán estar incluidos en los contratos», Lucía Palacios, La Voz de Galicia, 9.09.2026, p. 22). Talvez pudéssemos trazer para cá jornalistas espanhóis, parecem saber escrever.

[Texto 23 501]

Extras! Extras! Extras!

Para ninguém se esquecer


      «Entre as instituições politécnicas, destacam-se a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, com uma taxa de ocupação de 101,2% (o que significa que houve vagas extras criadas para resolver, por exemplo, situações de empate), seguida do Instituto Politécnico do Porto (agora Universidade Técnica do Porto) e do Instituto Politécnico de Lisboa com taxas de ocupação de 98,9% e 95,2%, respectivamente» («Número de colocados é o segundo maior da década», Andreia Sanches, Público, 22.08.2026, p. 15).

[Texto 23 426]

Extras! Extras! Extras!

Hoje são vagas


      «[O ministro da Educação] Tem dito também que a lei prevê desde sempre que possam ser criadas vagas extras no concurso nacional para casos pontuais» («Advogados pedem suspensão do concurso de acesso ao superior», Andreia Sanches, Público, 31.07.2026, p. 3).

[Texto 23 409]

Bê-á-bá: o plural

Portanto, eles é que sabem português


      E escrevem todos assim, não apenas este ou aquele: «Isso nos leva às motivações profundas dos Bolsonaros» («O que querem os Bolsonaros?», Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo, 24.07.2026, p. A5). «Contavam que os partidos cairiam no colo dos Bolsonaros por gravidade, identificação ideológica e rejeição ao PT de Luiz Inácio da Silva» («Direita profissional acha Flávio amador», Dora Kramer, Folha de S. Paulo, 24.07.2026, p. A5).

[Texto 23 349]


Os Trovantes

Uma pluralização inevitável


      Hoje de manhã, na Antena 1, ao deixar o seu testemunho sobre Luís Represas, por ocasião da sua morte, Ana Sofia Carvalhêda acentuou muito enfaticamente, de modo professoral, o Trovante. Se conhecesse melhor a língua, não o faria. É conhecida a posição do fundador da banda Manuel Faria, que disse que era no singular «porque representa algo maior do que cada elemento e merecedor de respeito». Vale o que vale. Se quisessem mesmo ter mais sorte nessa vontade, que escolhessem o nome O Trovante. Não o fizeram, pelo que têm de se sujeitar à forma como, em português, e habitualmente, nos referimos ao nome de bandas ou grupos musicais — fazendo-o preceder de artigo definido plural, independentemente do traço de número do nome próprio. Logo, os Trovante. Claro que isto levanta questões linguísticas complexas e interessantes, mas não vamos agora tratar delas.

[Texto 23 328]

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