17.9.26
Até entrar na cabeça
«Guardas prisionais continuam sem receber horas extras» (Reis Pinto, Jornal de Notícias, 12.08.2026, p. 17).
[Texto 23 542]
É só uma ideia
[Texto 23 501]
Para ninguém se esquecer
«Entre as instituições politécnicas, destacam-se a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, com uma taxa de ocupação de 101,2% (o que significa que houve vagas extras criadas para resolver, por exemplo, situações de empate), seguida do Instituto Politécnico do Porto (agora Universidade Técnica do Porto) e do Instituto Politécnico de Lisboa com taxas de ocupação de 98,9% e 95,2%, respectivamente» («Número de colocados é o segundo maior da década», Andreia Sanches, Público, 22.08.2026, p. 15).
[Texto 23 426]
Portanto, eles é que sabem português
E escrevem todos assim, não apenas este ou aquele: «Isso nos leva às motivações profundas dos Bolsonaros» («O que querem os Bolsonaros?», Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo, 24.07.2026, p. A5). «Contavam que os partidos cairiam no colo dos Bolsonaros por gravidade, identificação ideológica e rejeição ao PT de Luiz Inácio da Silva» («Direita profissional acha Flávio amador», Dora Kramer, Folha de S. Paulo, 24.07.2026, p. A5).
[Texto 23 349]
Uma pluralização inevitável
Hoje de manhã, na Antena 1, ao deixar o seu testemunho sobre Luís Represas, por ocasião da sua morte, Ana Sofia Carvalhêda acentuou muito enfaticamente, de modo professoral, o Trovante. Se conhecesse melhor a língua, não o faria. É conhecida a posição do fundador da banda Manuel Faria, que disse que era no singular «porque representa algo maior do que cada elemento e merecedor de respeito». Vale o que vale. Se quisessem mesmo ter mais sorte nessa vontade, que escolhessem o nome O Trovante. Não o fizeram, pelo que têm de se sujeitar à forma como, em português, e habitualmente, nos referimos ao nome de bandas ou grupos musicais — fazendo-o preceder de artigo definido plural, independentemente do traço de número do nome próprio. Logo, os Trovante. Claro que isto levanta questões linguísticas complexas e interessantes, mas não vamos agora tratar delas.
[Texto 23 328]
Ora bolas
[Texto 23 307]
De novo, porque me apetece
[Texto 23 258]
Está a entrar
«Uma das incompatibilidades é a prestação de serviços de médicos que não estão dispostos a fazer horas extras para além do previsto» («Governo quer menos peso dos tarefeiros na urgência», Edgar Nascimento, Correio da Manhã, 8.05.2026, p. 19). «Governo aprovou diploma que regula prestações de serviços, bem como regime de incentivos às horas extras na urgência» («Medidas “draconianas” podem levar a fuga do SNS», Inês Schreck e Ana Maia, Público, 8.05.2026, p. 12). «É o que está previsto no decreto-lei, aprovado pelo Governo na quinta-feira, que estabelece a atribuição de incentivos remuneratórios aos médicos que fazem mais horas extraordinárias na urgência do que as previstas na lei (150 horas extras/ano ou 250 horas, se for em dedicação plena)» («Médicos disponíveis para urgências terão bónus mesmo que não sejam chamados», Inês Schreck, Público, 9.05.2026, p. 19).
[Texto 22 966]
Hoje são serviços
«Perante três ofertas, onde deve o consumidor português investir o dinheiro? A resposta depende menos da música disponível — que é virtualmente a mesma em todos — e mais da qualidade do som, do preço mensal, dos serviços extras e do tipo de dispositivo que o utilizador traz no bolso» («Spotify, Tidal ou Apple Music? Qual a melhor escolha», Sérgio Magno, Público, 9.01.2026, p. 39).
[Texto 22 602]
Não é a melhor escolha
«Estas, nestas alturas, tendem a assumir as dores do povo, afastando as suas próprias responsabilidades em anos ou décadas de relaxe, de autorização de construção em leitos de ribeiras e até de rios, como no Mondego, construção sob ou sobre arribas e na linha de costa, como em Almada, falta de obras em estradas municipais que mais parecem caminhos de cabras-monteses e noutras construções da responsabilidade autárquica, como edifícios de serviços públicos» («O povo reivindica pela televisão», Eduardo Cintra Torres, Correio da Manhã, 22.02.2026, p. 37).
Não será a mim que me vão apanhar a usar «cabra-montês». Regular e com plural inequívoco é «cabra-montesa». Bem podia a Porto Editora indicar o plural de «cabra-montês», sempre contribuiria para haver menos erros.
[Texto 22 488]
Congenialmente complicados
Tal como ilhó tem duas formas de singular, «ilhó» e «ilhós», e por conseguinte outras duas de plural, o mesmo acontece com filhó, iró e pió. Assim, temos no singular «uma filhó ou uma filhós», «uma iró ou uma irós», «uma pió ou uma piós». Portanto, no plural, «duas ou mais filhós» ou «duas ou mais filhoses», «duas ou mais irós» ou «duas ou mais iroses», «duas ou mais piós» ou «duas ou mais pioses». É claro e simples — mas não, ou nem sempre, nos dicionários. Depois de sucessivas alterações no dicionário da Porto Editora, falta agora apenas indicar em «irós» que pluraliza em «iroses».
[Texto 22 414]