14.3.26
Hoje são cirurgias
«Despesa com cirurgias extras dispara 212 milhões» (António Sérgio Azenha, Correio da Manhã, 26.01.2026, p. 10).
[Texto 22 618]
Hoje são serviços
«Perante três ofertas, onde deve o consumidor português investir o dinheiro? A resposta depende menos da música disponível — que é virtualmente a mesma em todos — e mais da qualidade do som, do preço mensal, dos serviços extras e do tipo de dispositivo que o utilizador traz no bolso» («Spotify, Tidal ou Apple Music? Qual a melhor escolha», Sérgio Magno, Público, 9.01.2026, p. 39).
[Texto 22 602]
Não é a melhor escolha
«Estas, nestas alturas, tendem a assumir as dores do povo, afastando as suas próprias responsabilidades em anos ou décadas de relaxe, de autorização de construção em leitos de ribeiras e até de rios, como no Mondego, construção sob ou sobre arribas e na linha de costa, como em Almada, falta de obras em estradas municipais que mais parecem caminhos de cabras-monteses e noutras construções da responsabilidade autárquica, como edifícios de serviços públicos» («O povo reivindica pela televisão», Eduardo Cintra Torres, Correio da Manhã, 22.02.2026, p. 37).
Não será a mim que me vão apanhar a usar «cabra-montês». Regular e com plural inequívoco é «cabra-montesa». Bem podia a Porto Editora indicar o plural de «cabra-montês», sempre contribuiria para haver menos erros.
[Texto 22 488]
Congenialmente complicados
Tal como ilhó tem duas formas de singular, «ilhó» e «ilhós», e por conseguinte outras duas de plural, o mesmo acontece com filhó, iró e pió. Assim, temos no singular «uma filhó ou uma filhós», «uma iró ou uma irós», «uma pió ou uma piós». Portanto, no plural, «duas ou mais filhós» ou «duas ou mais filhoses», «duas ou mais irós» ou «duas ou mais iroses», «duas ou mais piós» ou «duas ou mais pioses». É claro e simples — mas não, ou nem sempre, nos dicionários. Depois de sucessivas alterações no dicionário da Porto Editora, falta agora apenas indicar em «irós» que pluraliza em «iroses».
[Texto 22 414]