Léxico: «ané | fante»
6.5.26
Isto interessa-nos
«Do lado de cá, nas margens de Aného, um braço do rio antecipa-se à foz e, sem pedir licença, faz uma incisão na linha costeira, para se encontrar com o Atlântico. Foi precisamente ali que, no final do século XVII, os anés, originários da antiga Costa do Ouro, procuraram refúgio dos ataques do Império Denkyira, cujos grupos armados procuravam sequestrá-los, fosse para os escravizar, fosse para os vender a mercadores europeus, através de intermediários da etnia fante. Sendo originários do local onde, 200 anos antes, os portugueses haviam construído o Castelo de São Jorge da Mina (no atual Gana), os anés passaram a integrar o conjunto de povos chamados Mina» («Na rota da escravatura», Tiago de Matos Fernandes, «Revista E»/Expresso, 17.04.2026, p. 30).
Quanto a fante, o Houaiss indica que também tem a variante fânti, o que devemos ter em conta.
[Texto 22 926]
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