31.7.26
Ora, também a temos
Ah, mas nós também temos a palavra diamantário, sinónima de «diamantista», o que negoceia com diamantes, só falta que no-la devolvam para os dicionários.
[Texto 23 380]
edit
Ora, também a temos
[Texto 23 380]
Andam aos papéis
[Texto 23 379]
Mais o padrão que o tecido
[Texto 23 378]
É mais uma batata
A Terra, sempre ouvimos dizer e lemos, é redonda. Nenhum dado da NASA ou de outra qualquer entidade veio pôr isto em causa. Não é esférica, é redonda. Infelizmente, nenhuma acepção do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora tem a clareza e objectividade da correspondente à segunda acepção do Dicionário da Real Academia, que define «redondo» como «de forma esférica o semejante a ella». (Tal como a primeira é «de forma circular o semejante a ella».) É essa a palavra-chave: semelhante. Porque as esferas são objectos geométricos absolutamente perfeitos, em que cada parte da sua superfície está à mesma distância do centro com uma exactidão absoluta, não de metros, mas de milímetros, nanómetros, attómetros. E tudo porque não há esferas na Natureza. Sim, estou a ver. Assim, proponho ➠ attómetro METROLOGIA submúltiplo do metro, de símbolo am, equivalente a 10⁻¹⁸ metros.
[Texto 23 377]
Pobres espectadores
[Texto 23 376]
Até Camilo precisa da nossa ajuda
«— Do sr. capitão-mor? Não me pareceu; que ela ia de saia escura, e levava um saioto pela cabeça» (Maria Moisés, Camilo Castelo Branco. Lisboa: INCM, 2020, p. 10).
[Texto 23 375]
Mudem primeiro a realidade
[Texto 23 374]
Também tem esta segunda
[Texto 23 373]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: Hoje ouvi alguém dizer que Fulano ia «expelir uma encomenda». Mais uma cagada. Bem, mas pelo menos esta não estava numa tradução. (A cagada, Porto Editora, é qualquer coisa muito malfeita. Podia ser só malfeita; mas não, é muito malfeita.)
Não é a forma: é modelo
[Texto 23 372]
Reduzidas a isso?
[Texto 23 371]
Já que estamos nisto
Fiquei siderado perante a diferença de tratamento entre os verbetes «plenilúnio» e «novilúnio». Nem a etimologia é vista pela mesma óptica. Assim, proponho ➠ novilúnio ASTRONOMIA fase do ciclo lunar em que a Lua se encontra entre o Sol e a Terra, ficando a face lunar voltada para a Terra praticamente não iluminada; lua nova. Quanto à etimologia, vem do latim novilunĭu-, «idem».
[Texto 23 370]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: Escrevi «praticamente não iluminada», e não «não iluminada», porque a face lunar voltada para a Terra pode receber uma ténue iluminação da luz reflectida pela Terra. A Porto Editora sabe disto, já que este fenómeno se encontra registado no mesmíssimo Dicionário da Língua Portuguesa sob a designação luz cinzenta, mas luz cinérea é hoje a mais corrente na literatura astronómica especializada. Poderão, por isso, ponderar o acolhimento de ➠ luz cinérea/cinzenta ASTRONOMIA ténue iluminação da parte da face da Lua voltada para a Terra e não directamente iluminada pelo Sol, provocada pela luz solar reflectida pela Terra, sendo especialmente visível durante o novilúnio.
P. P. S.: Claro que isto nos deve levar, e nós felizes da vida, a acrescentar uma acepção em ➠ cinéreo 2. ASTRONOMIA relativo à luz cinérea.
Só em novilúnio
[Texto 23 369]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: Optei por evitar o termo «ocultação», à semelhança do que sucede nas descrições do fenómeno em obras e publicações de Astronomia, uma vez que o eclipse do Sol consiste propriamente na interposição da Lua entre a Terra e o Sol, da qual resulta a ocultação total ou parcial do disco solar para os observadores situados na zona de visibilidade do eclipse.
Porto Editora, trata do caso
O quê, um corta-cascos de 60 cm custa 140 euros?! Isso não é um dinheiral, uma pipa de massa? Talvez uma roubalheira. Oh, as cabras até vão achar mais piada que se faça o casqueamento com um estojo de pedicura de 9 euros do AliExpress. Talvez até saia mais barato levá-las a uma academia das nails. Como é que sabem que não se pode?
[Texto 23 368]
Posso ir ali abaixo colher uma amostra
[Texto 23 367]
Ao contrário do guardanapo
[Texto 23 366]
Mais importante do que se pensa
[Texto 23 365]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: Ah, sim, agora fica a faltar este: brabantino/brabanção LINGUÍSTICA grupo de dialectos neerlandeses tradicionalmente falados na região histórica do Brabante.
Mais especificamente
A propósito de uma leitura recente sobre Tróia no Corriere della Sera, reparei que o verbete «troiano» no dicionário da Porto Editora pode ser significativamente melhorado. A definição actual («de Tróia, antiga cidade da Ásia Menor») identifica a cidade de forma demasiado genérica. Julgo que seria mais informativo escrever algo como ➠ relativo ou pertencente a Tróia, antiga cidade fortificada da Tróade, no Noroeste da Ásia Menor, célebre por ter sido, segundo a tradição homérica, palco da Guerra de Tróia.
[Texto 23 364]
Pardon, Monsieur Réard !
[Texto 23 363]
Não é só para brincar
[Texto 23 362]
A lógica é a mesma
[Texto 23 361]
Eu já pensei
O panorama é este: a Porto Editora não acolhe nem promete acolher «cheiíssimo». Mas promete registar brevemente «seriíssimo». Até aqui, não tem muito que criticar. Bem, um bocadinho. Contudo, vejo que usa a forma menos consensual (e não recomendada) «cheíssimo» em alguns verbetes de dicionários bilingues. Ao Houaiss, em contrapartida, poucos escapam: cheiíssimo, feiíssimo, friíssimo, maciíssimo, necessariíssimo, ordinariíssimo, precariíssimo, seriíssimo, sumariíssimo, vadiíssimo, variíssimo... Decerto, alguns admitem variantes, mas não quanto a «cheiíssimo». Pensem nisso.
[Texto 23 360]
Não aconteceu
Podíamos ter, em vez de «sesta» (afinal, tão espanhola como chinesa), «meridiação». Costuma dizer-se que a sesta é um costume tipicamente espanhol, mas a verdade é bem menos folclórica. Dormir um pouco depois do almoço é um hábito comum a muitos povos, sobretudo nas regiões mais quentes. Os próprios Romanos já o praticavam e tinham até um nome para esse repouso do meio-dia: merīdiātiō, -ōnis (embora não seja rigoroso afirmar, como já vi, que o termo foi criado por Plínio, o Jovem, ou por Suetónio; ambos apenas o documentam). Se o português tivesse herdado esse vocábulo latino, hoje talvez disséssemos, muito naturalmente: «Vou fazer a minha meridiação.» A forma seria perfeitamente regular. A língua, porém, seguiu outro caminho. Acabámos por ficar com sesta, palavra que remonta à hora sexta romana, a hora do dia em que tradicionalmente se interrompia o trabalho para descansar. A «meridiação» nunca chegou a fazer esse percurso, mas bem podia tê-lo feito. A «meridiação» nunca chegou a nascer em português. Nem em nenhuma outra língua.
[Texto 23 359]
Na verdade, acampamento
[Texto 23 358]
E evita perífrases
«Chapiteau de l’abbatiale de Romainmôtier, avec une couleur retrouvée. Les pigments avaient été recouverts de gris sous la période bernoise», leio numa legenda a uma imagem na edição de 28.07.2026 do jornal suíço 24 heures. Poucos são os nossos dicionários e vocabulários que indicam «abacial» como nome. O VOLP da Academia Brasileira de Letras não deixa de o fazer. Assim, proponho ➠ abacial nome feminino igreja principal de uma abadia; igreja abacial.
[Texto 23 357]
Posso falar com o gerente?
A definição de «bilionário» no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora continua a merecer revisão. Segundo o dicionário, é bilionário «quem tem fortuna na ordem dos biliões (de euros, dólares ou outra unidade monetária)». Basta, porém, um único contra-exemplo para mostrar que a definição não é satisfatória. Um jornal de língua inglesa, ao referir-se a Mansa Musa, frequentemente apontado como o homem mais rico da História, estima hoje a sua fortuna em 300 a 400 mil milhões de dólares. Ou seja, converte o valor do seu património para uma moeda de referência actual antes de o qualificar. Ora, ninguém considera bilionário quem possua um bilião de rupias apenas porque atingiu esse número de unidades monetárias. O conceito depende do valor da fortuna, não da mera quantidade de unidades monetárias. A definição da Porto Editora continua, por isso, a confundir valor patrimonial com quantidade nominal de moeda.
[Texto 23 356]
Toda a gente sabe
[Texto 23 355]
Olhemos de novo para isto
[Texto 23 354]
Novo paradigma, novas palavras
[Texto 23 353]
Terminamos assim
[Texto 23 352]
Mas não poético
[Texto 23 351]
Nem assim
[Texto 23 350]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: Já hoje, na edição do jornal The Hindu, vi a geometria simpléctica ser apresentada como a área da matemática usada para descrever o movimento dos sistemas físicos, por exemplo, o de uma rocha que desce uma encosta ou o dos planetas em torno das estrelas.
Portanto, eles é que sabem português
E escrevem todos assim, não apenas este ou aquele: «Isso nos leva às motivações profundas dos Bolsonaros» («O que querem os Bolsonaros?», Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo, 24.07.2026, p. A5). «Contavam que os partidos cairiam no colo dos Bolsonaros por gravidade, identificação ideológica e rejeição ao PT de Luiz Inácio da Silva» («Direita profissional acha Flávio amador», Dora Kramer, Folha de S. Paulo, 24.07.2026, p. A5).
[Texto 23 349]
Para termos o par
Não reflecte a realidade actual
[Texto 23 347]
Uma qualidade apreciável
«Do ponto de vista simbólico, é um baque para a Rússia. O Su-57 é o modelo mais moderno do país, sendo inserido na categoria de quinta geração por incorporar elementos como furtividade ao radar» («Caça Sukhoi Su-57, aeronave mais avançada da Rússia, cai pela primeira vez perto de Moscou», Igor Gielow, Folha de S. Paulo, 24.07.2026, p. A32).
[Texto 23 346]
O ingrediente que falta
Ontem ao almoço comi linguine com alho e camarão ou, como dizem os chefes mais badalados, com uns pozinhos ou pazadas de peneiras e manias, linguine aglio e gamberi. Para estar mesmo saboroso, Porto Editora, só falta dicionarizares ➠ linguine CULINÁRIA massa alimentar seca de sêmola de trigo duro, originária da Ligúria, em fios longos, estreitos e achatados, de secção lenticular, semelhante ao esparguete, mas ligeiramente mais larga e plana.
[Texto 23 345]
Três baratas
[Texto 23 344]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: A literatura especializada diverge quanto à família em que deve ser integrada a barata-alemã (Blattella germanica), encontrando-se tanto Ectobiídeos (Ectobiidae) como Blatelídeos (Blattellidae). Não existe, porém, nenhuma divergência relevante quanto à ordem: trata-se de um blatódeo (Blattodea), e não de um ortóptero (Orthoptera).
Duas baratas
[Texto 23 343]
Uma barata
[Texto 23 342]
É segui-los
«O cirurgião da terra, que matava pelo Portugal Medico e pelo Mirandela, receitava-lhe implastos de ervas orjavão e semprónia, fervidas em um quartilho de aguardente» (Maria Moisés, Camilo Castelo Branco. Lisboa: INCM, 2020, p. 29). Orjavão ou gervão, mas o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora apenas regista este último. Seja como for, no Brasil conhecem muito melhor do que nós as espécies florísticas que designam.
[Texto 23 341]
Bem expressiva
«Carolina não tinha nenhum d’esses instinctos delicados e espontaneamente artisticos, que são a revelação da mulher; nos seus menores labores era de uma incorrecção tosca e de uma rotinice escura» («A Ruiva», in Contos, Fialho de Almeida. Porto e Braga: Ernesto Chardron Editor, 1881, p. 96).
[Texto 23 340]
Pois então
«A contenção dos Bolsonaros» (Adriana Fernandes, Folha de S. Paulo, 23.07.2026, p. A3). Vá lá, no Brasil ainda sabem contar e escrever: um Bolsonaro + um Bolsonaro = dois Bolsonaros. Cá é que os que se têm na conta de linguistas (título que a si mesmos atribuem) defendem o contrário, contrariando o génio da língua.
[Texto 23 339]
Prometer e cumprir
«Aldeia indígena em Mato Grosso tem contação de histórias à beira da fogueira» (Gabriel Justo, Folha de S. Paulo, 23.07.2026, p. B12).
[Texto 23 338]
Outra a que deram sumiço
«El escritor Maurice Genevoix lo hizo en 2020, consagrando con su figura a los combatientes de la I Guerra Mundial. Los del 14. El nombre de una generación heroica y perdida: la de los poilus o peludos, los franceses que lucharon y murieron en las trincheras de la Gran Guerra. Fue muy interesante y polémica también la inclusión de Josephine Baker, mujer, negra, cabaretista, extranjera y de origen pobre» («La herencia simbólica de Macron culmina con la entrada en el Panteón de Marc Bloch», Daniel Verdú, El País, 24.06.2026, p. 5).
[Texto 23 337]
Porque não é o mesmo
[Texto 23 336]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: Embora o soberano fosse, por excelência, a moeda de ouro correspondente ao valor de uma libra esterlina, existiram também o meio soberano (10 xelins) e, muito mais raramente, o duplo soberano (2 libras) e o quíntuplo soberano (5 libras). Os dois últimos tiveram circulação muito limitada. E não tenham pena do desembargador: os dez mil cruzados não eram dez mil soberanos. Como o pagamento era feito em moeda inglesa, o número de moedas dependia do câmbio entre o cruzado e a libra esterlina. Por volta de 1850, término da acção, dez mil cruzados corresponderiam a cerca de setecentos soberanos, um bom monte de ouro, sem dúvida, mas muito longe das dez mil moedas que uma leitura apressada pode fazer imaginar.
Esta agora...
[Texto 23 335]
Um fantasma informado
«No mac-adam gasto e revolvido, rugosidades de lama cinzenta faziam hieroglyphicos interminaveis, gastos por vezes na profundeza dos sulcos dos carros e no remoinho de pégadas dos vendilhões descalços» («A Ruiva», in Contos, Fialho de Almeida. Porto e Braga: Ernesto Chardron Editor, 1881, p. 63).
Porto Editora, isto é Fialho a dizer, de além-túmulo, que hieroglífico não é apenas adjectivo. Ainda que agora desusado, já foi assim, e são vários os dicionários e vocabulários que não o esquecem.
[Texto 23 334]
Até que enfim uma boa notícia
«“O exossatélite é claramente massivo o suficiente para ser um planeta, mas não orbita uma estrela [como os planetas], embora orbite um objeto que, por sua vez, orbita uma estrela. O facto de se encontrar no terceiro nível neste sistema [estelar] leva-nos a querer identificá-lo como uma lua, mesmo que não se pareça em nada com as pequenas luas rochosas que vemos no Sistema Solar”, afirmou, citado em comunicado do OES, o autor principal do estudo, Kevin Hoy, da Universidade Diego Portales, no Chile» («Astrofísicos descobrem possível primeira “lua” fora do Sistema Solar», Rádio Renascença, 22.07.2026, 19h37).
Tudo visto e ponderado, proponho ➠ exossatélite ASTRONOMIA satélite natural que orbita um corpo celeste não estelar situado fora do Sistema Solar.
[Texto 23 333]
Não apostes que perdes
[Texto 23 332]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: A evolução da terminologia não coincide necessariamente com a evolução tecnológica. Há máquinas antigas com mecanismos hoje designados por laçadeiras e máquinas modernas em que continua a usar-se lançadeira.
Mais babuge
[Texto 23 331]
É dos nervos
[Texto 23 330]
Afinal, são mesmo três
Na verdade, Porto Editora, temos três sentidos diferentes da palavra «mosqueteiro»: o histórico, que é o genérico: soldado armado de mosquete (os mosqueteiros que existiram em vários exércitos europeus entre os séculos XVI e XVII); outro também histórico, mas específico (o mais conhecido e que, contudo, não acolhes), que é o militar da Companhia dos Mosqueteiros da Guarda do Rei de França, criada por Luís XIII, corpo de elite que continuou sob Luís XIV, e que não é apenas uma especialização do primeiro; e o figurado. Assim, proponho ➠ mosqueteiro 1. HISTÓRIA soldado de infantaria armado de mosquete, especialmente entre os séculos XVI e XVII; 2. HISTÓRIA militar da Companhia dos Mosqueteiros da Guarda do Rei de França, criada por Luís XIII e celebrizada pelo romance Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas; 3. figurado defensor; paladino.
[Texto 23 329]
⋅ ── ✩ ── ⋅
P. S.: O Dia do Amigo foi na segunda-feira, mas muito a tempo o digo: se chachada é coisa malfeita, a berundanga também é coisa malfeita, ou então um deles não é um trabalho bem-feito. (A propósito, aumenta as acepções de «bem-feito». Sempre me pareceram insuficientes.)
Uma pluralização inevitável
Hoje de manhã, na Antena 1, ao deixar o seu testemunho sobre Luís Represas, por ocasião da sua morte, Ana Sofia Carvalhêda acentuou muito enfaticamente, de modo professoral, o Trovante. Se conhecesse melhor a língua, não o faria. É conhecida a posição do fundador da banda Manuel Faria, que disse que era no singular «porque representa algo maior do que cada elemento e merecedor de respeito». Vale o que vale. Se quisessem mesmo ter mais sorte nessa vontade, que escolhessem o nome O Trovante. Não o fizeram, pelo que têm de se sujeitar à forma como, em português, e habitualmente, nos referimos ao nome de bandas ou grupos musicais — fazendo-o preceder de artigo definido plural, independentemente do traço de número do nome próprio. Logo, os Trovante. Claro que isto levanta questões linguísticas complexas e interessantes, mas não vamos agora tratar delas.
[Texto 23 328]
Pelo menos os hífenes
[Texto 23 327]
Ainda são uns milhares
Pelos vistos, os padeiros de Rio Maior e milhares de trabalhadores do Pingo Doce insistem em fazer e vender chabatas, quando os dicionários só conhecem chapatas. Embora pareça que o problema é outro, o que falta é afinar a definição de «chapata» e dicionarizar «chabata». Tudo visto e provado, proponho ➠ chapata/chabata nome feminino pão branco, de formato geralmente rectangular e achatado, caracterizado pela côdea fina e estaladiça e pelo miolo muito alveolado.
[Texto 23 326]
Oportunista, como outros
[Texto 23 324]
Apresenta-se sob outras formas
[Texto 23 323]
Nunca falha
[Texto 23 322]
Não falta em todos
«Receitou para alli umas berundangas, ella foi á botica, noite fechada» («A Ruiva», in Contos, Fialho de Almeida. Porto e Braga: Ernesto Chardron Editor, 1881, pp. 51-52).
[Texto 23 321]
Até a filiação árabe fica eclipsada
[Texto 23 320]