Léxico: «ruge-ruge»

Não é só para brincar


      «Marcolino Fernandes vincou que só para descascar os vimes “são precisas mais de duas horas”. “Fui fazendo, mas estraguei muita quantidade de vimes para aprender e construir as minhas cestas, às quais já perdi conta. Aprendi e nunca mais deixei de fazer cestas e cestos e outros objetos, como chapéus e peças musicais para entretenimento, como ruge-ruges”, explicou» («Cesteiro da Terra de Miranda conserva arte de fazer cestos de vime há 50 anos», Rádio Renascença, 26.07.2026, 9h18). 
      Que não é somente, Porto Editora, o guizo de criança. Há abundante documentação etnográfica e musicológica que confirma que é um instrumento musical, um idiofone. Assim, proponho ruge-ruge ETNOGRAFIA, MÚSICA instrumento popular de madeira, dotado de um mecanismo giratório que produz um ruído forte e repetitivo quando accionado, usado em procissões, manifestações populares ou para entretenimento; cega-rega; rela.

[Texto 23 362]

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1 comentário:

Helder Guégués disse...

Esta acepção do vocábulo ruge-ruge foi hoje registada no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Ficou assim: «ETNOGRAFIA, MÚSICA instrumento musical popular, de madeira, dotado de um mecanismo giratório que produz um ruído forte e repetitivo quando accionado».

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