O que se diz por aí

Que mais irão inventar?


      «Ainda assim, escrevo caos propositadamente em itálico, pois convém preservar o valor das palavras e o seu significado. Caos remete para um abismo inicial, para a ausência completa de ordem; e a política interpretada como sucessão de episódios caóticos obedece a uma estratégia: arquiteturar a realidade como um falhanço sistémico gerador de emoções extremas e promotor de engajamento nas redes sociais» («Anatomia do caos, agora na educação», Pedro Adão e Silva, Público, 15.07.2026, p. 40). 
      Com que então agora o itálico tem também esta serventia... Os jornalistas julgam alcançar o mesmo objectivo com aspas, muitas aspas. Nós, que não somos jornalistas nem ex-ministros, podemos dispensar todos esses pobres artifícios.

[Texto 23 294]

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