Um exemplo: «burca»
20.8.26
Não devia ser assim
«O Presidente da República, António José Seguro, promulgou ontem a chamada “lei das burqas”, considerando tratar-se de uma “matéria de grande sensibilidade social e cultural, em que é de extrema dificuldade definir fronteiras e valorizar de forma equilibrada direitos e deveres”» («Seguro promulga lei das burqas. Rosto destapado é ‘confiança social’», José Volta e Pinto, Público, 19.08.2026, p. 39).
Nisto, o Público continua a prestar-nos um péssimo serviço. Então a própria lei escreve burca, aportuguesamento já aceite e devidamente dicionarizado, e um jornal que, por outro lado, é um precioso, louvável e até abençoado bastião contra a porcaria do Acordo Ortográfico de 1990 resolve brindar-nos com burqa? Para quê este estrangeirismo perfeitamente escusado, quando temos uma palavra portuguesa estabelecida, transparente e sem nenhuma ambiguidade?
[Texto 23 416]
edit
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