Definição: «cobra-lisa-meridional | cobra-lisa-bordalesa»

Cinco aspectos esquecidos

      Na rubrica Os Nossos Animais Selvagens, na Antena 1, na segunda-feira Luís Henrique Pereira foi à serra da Estrela tentar encontrar uma cobra-lisa-meridional. Teve sorte. A Porto Editora, que a regista, define-a assim: «ZOOLOGIA (Coronella girondica) serpente de hábitos crepusculares ou nocturnos, da família dos Colubrídeos, própria das regiões do Mediterrâneo ocidental e frequente em Portugal, geralmente não ultrapassa cerca de meio metro de comprimento e tem coloração acastanhada ou acinzentada no dorso, com manchas dispersas mais escuras, ventre claro com pequenas manchas negras e mancha escura em forma de U na parte posterior da cabeça; cobra-lisa-bordalesa». 
      Ora bem, Luís Henrique Pereira mencionou cinco aspectos que estão ausentes desta definição: ausência de veneno; cabeça pequena; faixa escura do olho ao pescoço; alimentação; constrição. Tudo isto justifica largamente que proponha uma nova definição, assim ➠ cobra-lisa-meridional nome feminino ZOOLOGIA (Coronella girondica) serpente não venenosa da família dos Colubrídeos, própria das regiões do Mediterrâneo Ocidental e frequente em Portugal, de hábitos crepusculares e nocturnos, geralmente com menos de meio metro de comprimento, cabeça pequena, dorso acastanhado ou acinzentado com manchas escuras, ventre claro com padrão axadrezado, faixa escura que se prolonga do olho até ao pescoço e mancha escura em forma de U na parte posterior da cabeça, que se alimenta sobretudo de pequenos répteis, que imobiliza por constrição; cobra-lisa-bordalesa.
[Texto 23 775]

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P. S.: Já o disse algumas vezes, mas não chegou a todos os olhos nem a todos os ouvidos: a Your Grace, forma de tratamento de um arcebispo, não corresponde, como de vez em quando vejo nas traduções, «Sua Graça», nem a Your Majesty corresponde, como vocativo, «Vossa Majestade».

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