Como se traduz por aí

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      «— Eu sei, eu sei. O Ministério Público e a Polícia Metropolitana. Somos inimigos figadais» (Crime no Expresso de Natal, Alexandra Benedict. Tradução de Nuno Carvalho e revisão de Maria Ferro. Lisboa: Guerra & Paz, 2023, p. 80). 
      No original: «‘I know, I know. The CPS and the Met. We’re mortal enemies.’» Sim, vê-se muitas vezes assim traduzido, mas equivalência funcional não significa identidade institucional. A melhor tradução é, a meu ver, Procuradoria da Coroa. Tem pelo menos duas vantagens: conserva imediatamente a marca britânica da instituição — «Procuradoria da Coroa» não se confunde com uma instituição portuguesa — e permite traduzir coerentemente a designação dos seus agentes. Não ficamos entalados se aparecer (como, de facto, acontece na obra) Crown Prosecutor, porque não vamos escrever «procurador da República», espero: temos, naturalmente, «procurador da Coroa».

[Texto 23 684]

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