Como se pensa por aí
30.10.26
Vá lá, curou-se
«Eu confesso! No passado, já abracei a heresia, de inspiração levemente heideggeriana, segundo a qual palavras conservariam um sentido original que seria mais verdadeiro que os demais e ao qual teríamos acesso pela análise etimológica. [...] E isso deveria bastar para nos fazer abandonar certos mitos, como a ideia de que a origem da palavra revela verdades secretas sobre ela e sobre o mundo, ou a de que existe certo e errado em matéria de idioma, ou mesmo a de que uma palavra não registrada nos dicionários não existe. Ora, o lexicógrafo só pode abonar aquilo que as pessoas falam» («Na ponta da língua», Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo, 30.11.2025, p. A3).
[Texto 23 788]
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