Definição: «criança-prodígio | menino-prodígio»
21.10.26
Essa é boa
«Terence Tao é uma rock star da Matemática. Foi uma criança prodígio, ganhou a Medalha Fields (equivalente a um Nobel) aos 31 anos e não domina apenas uma área: resolve problemas em quase todo o lado» («A IA está a ultrapassar os matemáticos. Uns estão fascinados, outros furiosos», Ana Kotowicz, Rádio Renascença, 21.10.2026, 12h51).
Vamos ao Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora e a primeira surpresa é o verbete de «criança-prodígio» (com hífen, Ana Kotowicz) ter uma acepção («criança que revela qualidades ou capacidade intelectual superiores às consideradas normais para a sua idade») e o de «menino-prodígio» ter duas («1. criança que revela qualidades ou realiza coisas que estão acima da sua idade; 2. criança muito precoce, sobredotada»), sem que absolutamente nada o justifique. A segunda surpresa é as definições não coincidirem sequer entre si. A terceira, confundir-se prodígio com sobredotação, e esta com precocidade. É preciso mais para deitar tudo abaixo e propor uma nova definição? E uma só, a mesma para os dois verbetes ➠ criança que, num determinado domínio, demonstra um desempenho excepcional, comparável ao de adultos altamente competentes.
[Texto 23 738]
edit
Sem comentários:
Enviar um comentário