Definição: «histamina»

Por acaso não é


      «Chama-se histamina e é uma substância natural do corpo que actua como um neurotransmissor e neuromodulador no cérebro, estando envolvida em numerosos processos biológicos e fisiológicos. Agora, um estudo com mão portuguesa conclui que a histamina, habitualmente associada a alergias e ao sono, poderá desempenhar uma acção fulcral na regulação do estado cerebral, na saúde mental e no bom funcionamento emocional e cognitivo» («Cientistas criam o primeiro mapa integrado das histaminas no cérebro», Filipa Almeida Mendes, Público, 21.09.2026, p. 29). 

      Que a Porto Editora define assim: «QUÍMICA composto orgânico de carácter alcalino existente no corpo humano e nos tecidos animais, relacionado com algumas manifestações alérgicas, de aplicação terapêutica». Hum... «composto orgânico de carácter alcalino» é uma caracterização química excessivamente vaga. A histamina é, mais precisamente, uma amina biogénica, de fórmula C₅H₉N₃, formada no organismo por descarboxilação enzimática da histidina. E como é, tem de se dizer. Não é segredo. Não é o único problema, pelo que proponho histamina QUÍMICA, BIOQUÍMICA amina biogénica (C₅H₉N₃), formada no organismo por descarboxilação enzimática da histidina, que actua como mediador de diversos processos fisiológicos e patológicos, nomeadamente das respostas inflamatórias e alérgicas e da secreção gástrica, e como neurotransmissor no sistema nervoso central.

[Texto 23 573]

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