Como se escreve nos jornais

Não se faz assim


      «Paralelamente a estas, existe uma variada comunidade de passeriformes, como o rouxinol-dos-caniços-comum ou o rouxinol-grande-dos-caniços durante a época de reprodução, ou o rouxinol-de-garganta-azul durante o período de Inverno» («Nenúfar-mexicano esverdece o Guadiana entre Badajoz e fronteira portuguesa», Carlos Dias, Público, 5.09.2026, 18). 
      A fonte espanhola do jornalista poderá ter sido o «Estudio de viabilidad de métodos para el control y eliminación del nenúfar mejicano (Nymphaea mexicana Zucc.) en el río Guadiana a su paso por Badajoz», elaborado para a Confederación Hidrográfica del Guadiana. Só que os dois nomes assinalados terão sido criados na tradução/adaptação para o artigo do jornal, e não retirados da nomenclatura ornitológica portuguesa, como devia ter sido. Era assim: «Paralelamente a estas, existe uma variada comunidade de passeriformes, como o rouxinol-dos-caniços ou o rouxinol-grande-dos-caniços durante a época de reprodução, ou o pisco-de-peito-azul durante o período de Inverno.»

[Texto 23 482]

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