Definição: «pára-quedas»
2.9.26
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Perante as modernas definições de «pára-quedas», nem sequer ficamos a saber de que são feitos, quanto mais de que foram feitos no passado. E, neste caso, não se trata de um pormenor sem interesse. No início da Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha dependia em larga medida da seda proveniente do Extremo Oriente, designadamente do Japão e da China, para o fabrico de pára-quedas. Com o alastramento da guerra e, sobretudo, com a entrada do Japão no conflito, em Dezembro de 1941, o abastecimento tornou-se extremamente difícil, obrigando os Britânicos a procurar seda noutras regiões. Entretanto, o náilon, recentemente desenvolvido e mais resistente à humidade, mais forte e mais elástico do que a seda, revelou-se um excelente substituto e viria a impor-se no fabrico de pára-quedas. Se uma definição chega ao pormenor de mencionar a superfície flexível e os cordões de sustentação, parece, pois, pouco justificável que nada diga acerca do material de que aquela é constituída. Assim, proponho ➠ pára-quedas dispositivo destinado a diminuir a velocidade de queda ou deslocação de um corpo, constituído por uma superfície flexível de tecido leve e resistente, actualmente sobretudo sintético e, no passado, frequentemente de seda, ligada à pessoa ou ao objecto a amparar por meio de cordões de sustentação e que, ao ser aberta, oferece resistência ao ar, permitindo controlar a trajectória e desacelerar o movimento.
[Texto 23 451]
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