Estado, estado...

E o critério, qual é?


      «Mas ela teve suas amizades em outros lugares. Por exemplo, na escola onde trabalhou como professora de educação infantil. E de vez em quando, por lá, surgia alguma pessoa nova (normalmente nova também em idade) que dava uma sacudida na pasmaceira curitibana do grupo e gerava uma passageira noção de integração, de sororidade» («Dolly Parton mudou o mundo da minha mãe», Caetano W. Galindo, Folha de S. Paulo, 27.08.2026, p. A42).  
      Claro que está no dicionário da Porto Editora, mas não estão todas as usadas naquela crónica. Seja como for, não é disso que quero falar, mas sim da definição, naquele dicionário, de curitibano, «relativo a Curitiba, capital do Estado do Paraná, no Brasil». Está perfeito. Agora comparemo-lo com este (mas podia ser com dezenas de outros): sergipano: «relativo ao estado de Sergipe (Brasil)». É uma de várias palavras em que grafar-se com maiúscula ou minúscula nos indica logo o que está em causa. Isto, numa qualquer obra, seja qual for a sua natureza. Num dicionário, contudo, tem outro peso, e seja como for, tem de haver um critério, ou é sempre com minúscula, que não devia ser, ou sempre com maiúscula.

[Texto 23 511]

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