Definição: «sépsis»
14.9.26
Ultrapassada
«Assina-se [sic], este domingo, o Dia Mundial da Sépsis. A efeméride alerta para as consequências da doença que mata 10 milhões de pessoas por ano e, em Portugal, motivou a implementação de “vias verdes” nos serviços de urgência ainda pouco conhecidas dos portugueses» («Sépsis. A doença evitável que mata 10 milhões por ano em todo o mundo», Isabel Pacheco, Rádio Renascença, 13.09.2026, 9h00).
Sépsis, que a Porto Editora define assim: «MEDICINA estado patológico grave, que consiste numa resposta inflamatória generalizada do organismo, normalmente provocada pela presença de agentes infecciosos na corrente sanguínea, que pode levar à falência dos órgãos e até à morte; sepsia, sepse». A definição encontra-se desactualizada e contém uma incorrecção. A sépsis já não é definida como uma «resposta inflamatória generalizada», mas como uma disfunção orgânica potencialmente fatal causada por uma resposta desregulada do organismo a uma infecção. Além disso, a formulação «normalmente provocada pela presença de agentes infecciosos na corrente sanguínea» é enganadora, pois a sépsis não pressupõe a presença de microrganismos no sangue: pode ser o resultado de uma infecção localizada, designadamente pulmonar, urinária ou abdominal, sem bacteriemia.
Seguindo a definição internacional Sepsis-3, adoptada pela OMS, proponho ➠ sépsis MEDICINA disfunção de um ou mais órgãos, potencialmente fatal, causada por uma resposta desregulada do organismo a uma infecção.
Não é preciso passar do resumo para ficarmos a saber que, segundo os autores, uma das limitações das definições anteriores de sépsis era a excessiva ênfase na inflamação.
[Texto 23 518]
edit
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