Definição: «drone»
15.9.26
Não cobre todos os tipos
Há algum dia em que não nos deparemos com a palavra drone? Não deve haver. Nos dias que correm, só «inteligência artificial» lhe leva a palma. Por isso, temos de definir com rigor a palavra. A Porto Editora distribui a matéria por duas acepções, mas omite a programação prévia, formula mal a autonomia, identifica «não tripulado» com ausência de pessoas e não estabelece que o sentido não aéreo nasceu por extensão do sentido aeronáutico. Além de que não pondera todos os aspectos. Podia ter somente uma acepção, mas, para dar conta justamente dessa evolução, mantenhamos as duas, assim ➠ drone 1. aeronave sem piloto a bordo, pilotada à distância ou capaz de executar voos programados ou autónomos; 2. [por extensão] aparelho móvel não aéreo, designadamente terrestre, aquático ou espacial, sem operador a bordo, comandado à distância ou capaz de se deslocar de forma programada ou autónoma.
Quanto à etimologia, liminarmente despachada com um «idem» nos dicionários, é mais assim: do inglês drone, «idem», originalmente «zângão», do inglês antigo drān; a aplicação do termo a aeronaves sem piloto, surgida na Marinha norte-americana na década de 1930, terá sido inspirada na designação do avião-alvo britânico radiocomandado DH.82B Queen Bee, «abelha-rainha».
[Texto 23 529]
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