Léxico: «malveína»

Outra que prometem


      «Sembrava una scoperta piccola piccola, un banale incidente di percorso nel laboratorio dove William Perkin (1838-1907), chimico inglese alle prime armi, stava lavorando alla sintesi del chinino. Andando a caccia di un farmaco contro la malaria il giovane si imbatté in un composto che avrebbe donato al mondo una serie inimmaginabile di colori e sfumature: la malveina o porpora di anilina, il primo colorante artificiale sintetizzato» («Un mondo in malva», Lidia di Simone, Storia, 14.08.2026, p. 75). 
      Não é bem assim: a malveína foi, isso sim, o primeiro corante orgânico sintético produzido e comercializado industrialmente. Passado o choque de ver que não está em todos os dicionários, e já recomposto, proponho ➠ malveína QUÍMICA corante orgânico sintético, de cor violeta, constituído por uma mistura de compostos derivados da anilina, obtido por oxidação de anilina e que contém toluidinas; descoberto em 1856 pelo químico britânico William Henry Perkin (1838-1907), foi o primeiro corante orgânico sintético a alcançar êxito comercial, dando origem à indústria dos corantes sintéticos. (Quanto à etimologia, está-se mesmo a ver, vem do inglês mauveine, termo criado pelo químico britânico William Henry Perkin (1838-1907), a partir de mauve, «malva; cor de malva» (do francês mauve, «malva», este do latim malva, «idem»), + -ine, sufixo usado na designação de substâncias químicas.)
      Resta-me dizer que não posso indicar a fórmula química, como seria de esperar, pela simples razão de a malveína não ser uma substância única, mas uma mistura de vários compostos de composição química diferente.

[Texto 23 527]

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