Como se pensa que devemos falar
28.9.26
De imensa a nula
Naquela já proverbial programática má vontade contra tudo o que diz respeito ao PS e à esquerda em geral, na edição de hoje do programa E o Vencedor É..., na Rádio Observador, tripudiaram — a citação foi trazida por Judite França — por José Luís Carneiro ter afirmado, em Cabeceiras de Basto, que, em relação ao novo regime de arrendamento urbano, o que «está em causa é a liberalização do desalojamento e que as medidas são desumanas». Ora, desalojamento é o acto ou efeito de desalojar(-se), lê-se nos dicionários. Ou temos de falar sempre e todos da mesma maneira? Em jornalês, talvez? Dou-lhes 6 valores.
[Texto 23 604]
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P. S.: Foi também Judite França que, na edição de sexta-feira, trouxe o magno caso de Pina Bausch ser bailarina ou dançarina. Entre uma bailarina e uma dançarina, afirmou categoricamente, «a diferença é imensa». Afinal, como vimos aqui, a diferença parece mais nula que imensa. Ou pelo menos nada que mereça o foguetório que se viu.
edit
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