Definição: «colherim»
29.9.26
Então e para que serve?
«O sindicato lembra, por sua vez, que “não são os arqueólogos que, de forma autónoma e arbitrária, decidem quando e durante quanto tempo deve ocorrer a intervenção arqueológica”; nem tão-pouco são eles que decidem se escavam durante semanas, meses ou anos, e se o fazem por decapagens milimétricas, com colherins e escovas (o que raramente sucede em acompanhamentos de obras de grande envergadura em contexto urbano), ou com o apoio de retroescavadoras e outros meios pesados — são as entidades de tutela do património cultural, neste caso o Ministério da Cultura, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a própria Câmara Municipal de Lisboa» («Tuneladoras, arqueologia e má moeda», Luís Raposo, Público, 25.09.2026, p. 21).
Colherim que a Porto Editora define assim: «instrumento constituído por um cabo acoplado a uma peça chata, fina e triangular, geralmente de metal, usado por estucadores, pintores, arqueólogos, etc.; colheril». Tem algumas deficiências, e a principal é que descreve a forma do colherim e enumera quem o usa, mas não diz o que se faz com ele. E o advérbio «geralmente» não me parece adequado: pelo que vi, não há colherins que não sejam de metal. E mesmo o «acoplado» pode levar a pensar que são peças separáveis.
Assim, proponho ➠ colherim instrumento constituído por um cabo e uma peça metálica chata, fina e triangular, usado na aplicação e acabamento de massas e revestimentos e em trabalhos de precisão em escavações arqueológicas; colheril.
[Texto 23 611]
edit
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