27.1.10
Só com legendas
Jô Soares está em Portugal para dizer poemas de Fernando Pessoa (Remix em Pessoa, no Teatro Villaret). Segundo o Público, é «com sotaque de Portugal que Jô Soares vai dizer Pessoa porque nunca poderia fazê-lo em brasileiro. “Somos unidos por uma língua totalmente diferente”, explicou. “Tem coisas em que a unificação da língua não adianta.” Os brasileiros “ficaram numa língua meio seiscentista, que antigamente se falava em Portugal”, mas para o actor “é fascinante” ver “a evolução de uma língua para um lado e outra para outro”» («Portugueses e brasileiros são “unidos por uma língua completamente diferente”», Alexandra Prado Coelho, Público, 27.1.2010, p. 10).
«Somos unidos por uma língua totalmente diferente.» De vez em quando, ouve-se este exagero risível. E não são apenas brasileiros a dizerem-no: há três ou quatro anos, ouvi o escritor José Couto Nogueira afirmar convictamente — e desafiadoramente — a existência da «língua brasileira», supostamente tão diferente da língua portuguesa que não nos compreendíamos.
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