Léxico: «sufi»

Também falta

      «No final dos anos 1960, a autora [Doris Lessing] conhece um mestre sufi, e os seus livros ganham uma dimensão mística que virá a explorar enfaticamente nos seus romances de ficção científica» («Nobel da Literatura Doris Lessing morreu aos 94 anos», Joana Emídio Marques, Diário de Notícias, 18.11.2013, p. 46).
      Esta também não a encontramos na maioria dos nossos dicionários, apenas «sufista».
[Texto 3538]

Tradução: «valet parking»

Um criado

      «O projeto resulta de um investimento avultado e disponibiliza serviços exclusivos para clientes VIP: área privada com camarotes individuais, entrada exclusiva e um valet parking são benefícios esperados pelos frequentadores “de luxo”» («O Olympia volta a abrir portas na Baixa do Porto como clube de luxo», Joana de Belém, Diário de Notícias, 18.11.2013, p. 21).
      E agora, como vamos traduzir a expressão? Aos que desempenham esta tarefa, no Brasil chamam-lhes manobristas. Cá, porém, os manobristas apenas executam manobras nas embarcações ou nos bastidores da política.
[Texto 3537]

Sobre «superiorizar»

Não me parece

      «Segundo Paulo Pisco, o fecho do posto consular de Ajjacio torna-se ainda mais “estranho” quando se sabe que, tirando as despesas com vencimentos, esta era uma instalação diplomática em que as receitas se superiorizavam às receitas» («Emigrantes desesperam sem posto consular», João Pedro Henriques, Diário de Notícias, 18.11.2013, p. 10).
      Hum... Só conhecia no sentido de passar além de; ultrapassar em valor, em mérito. «Não de todo inesperadamente, mas bastante ridiculamente, voltou a pôr-se a questão sobre se o Romantismo se superioriza ou não ao Realismo. E o voto vai para o Romantismo através de Camilo, julgado de novo o maior romancista português» (Conta-Corrente (1980-1981), Vergílio Ferreira. Lisboa: Bertrand Editora, 1980, p. 448).
[Texto 3536]

Léxico: «chancelar»

Autenticar com chancela

      «Os emigrantes [portugueses na Córsega] precisam de um posto consular para tratar de questões como o cartão do [sic] cidadão, passaportes e procurações e muitas vezes, segundo [o deputado do PS] Paulo Pisco, “ficam presos na ilha” porque não conseguem em tempo chancelar oficialmente as declarações que lhes permitem sair da ilha com os filhos» («Emigrantes desesperam sem posto consular», João Pedro Henriques, Diário de Notícias, 18.11.2013, p. 10).
[Texto 3535]

Léxico: «porta-helicópteros»

Não o vi em nenhum dicionário

      «Também o Reino Unido envia o porta-helicópteros Illustrious, capaz de transportar 22 mil toneladas de material e equipado com um dispositivo que permite dessalinizar a água do mar» («Ajuda às Filipinas só agora começa a chegar», Albano Matos, Diário de Notícias, 16.11.2013, p. 27).
[Texto 3534]

Léxico: «graneleiro»

A granel

      «Dois homens foram encontrados mortos, ontem de manhã, num dos porões do navio graneleiro Vatan L, de bandeira turca, no início da operação de descarga da matéria-prima que trazia a bordo para o fabrico de rações, no porto de Ponta Delgada» («Descobertos dois mortos em porão de navio turco», Paulo Faustino, Diário de Notícias, 16.11.2013, p. 17).
      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista o adjectivo «graneleiro», que, diga-se, não é recente.
[Texto 3533]

Segundo o AO, «infantojuvenil»

Quando adoptar

      «No próximo sábado, 26, será lançado o seu [de Álvaro Magalhães] mais recente romance infanto-juvenil, O Rapaz dos Sapatos Prateados» («O brincador», Florbela Alves, Visão, 24.10.2013, p. 112).
      Se a Visão já tivesse adoptado as novíssimas normas ortográficas, seria «infantojuvenil» que a jornalista teria escrito. Assim, está tudo certo.
[Texto 3532]

«Esqueletos no armário»

Forasteira

      «Temperamental, o mayor [Rob Ford] já teve inúmeros problemas com as autoridades, mas a família sempre o apoiou. Até nos últimos incidentes, a mãe realçou que não haviam prejudicado o seu trabalho. E foi exatamente o que ele defendeu no debate de quarta-feira. Mas também admitiu que pode ter mais esqueletos no armário...» («Um autarca em apuros por causa de droga e prostitutas», Sofia Fonseca, Diário de Notícias, 16.11.2013, p. 28).
      As palavras são portuguesas, todos as reconhecemos. A expressão, contudo, é inglesa, skeletons in the cupboard, não nos diz nada, pois não faz parte do nosso reportório de expressões idiomáticas.

[Texto 3531]

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