Léxico: «agnático»

Temos de fazer o mesmo


      «Tal como acontece noutras monarquias, o Japão ainda tem a chamada sucessão agnática (que exclui as mulheres do trono). O enredo complica-se porque o país já teve imperatrizes reinantes no passado: oito mulheres soberanas ocuparam o trono até que surgisse um herdeiro masculino, e duas delas repetiram a proeza. Isso foi, porém, entre os séculos VI e XVIII, ou seja, o Japão nunca teve uma imperatriz moderna, nomeadamente nos 79 anos em que a atual Constituição esteve em vigor» («Princesa para sempre», Mara Tribuna, «Revista E»/Expresso, 5.06.2026, p. 33). 
      Se nos ficássemos pela consulta do dicionário da Porto Editora, concluiríamos que estava errado: «relativo a agnatia (ausência congénita do maxilar inferior)». E, efectivamente, dantes não se dizia senão «sucessão agnatícia». Agora, porém, já não é assim, e nos dicionários brasileiros uma das acepções de «agnático» remete para «agnatício». Temos de fazer o mesmo.

[Texto 23 148]

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1 comentário:

Helder Guégués disse...

Esta acepção do adjectivo agnático foi hoje registada no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Ficou assim: «que se transmite por linha masculina; agnatício».

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