Mais um deus, e David Hockney
12.6.26
Talvez o dos cientistas
«Mas este é o primeiro mundial da era da Inteligência Artificial (IA) generativa. Os vários modelos, que há quatro anos estavam a nascer, como o ChatGPT, o Gemini e o Claude, têm sido usados das mais diversas maneiras para prever os resultados. Baseiam-se nas séries de dados estatísticos de cada equipa, olhando sobretudo para o comportamento recente («Quem vai ganhar o Mundial?», Carlos Fiolhais, Correio da Manhã, 9.08.2026, p. 2).
Um novo deus, a IA, e por isso até um cientista lhe grafa o nome em maiúsculas. É o que temos.
Um novo deus, a IA, e por isso até um cientista lhe grafa o nome em maiúsculas. É o que temos.
[Texto 23 127]
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P. S.: E por falar em Deus: acabei de saber que David Hockney, uma das figuras mais influentes da arte contemporânea, morreu ontem, em Londres, aos 88 anos. Vejamos o que diz a Infopédia, que ainda não actualizou a entrada: «Artista plástico inglês, nascido em 1937, em Yorkshire, na Inglaterra, associado à fundação da Arte Pop britânica. Na primeira metade dos anos 60 adotou a fotografia como meio de expressão artística. Nesta linha, as imagens de Hockney são compostas por colagens de diversas fotografias instantâneas (Polaroids) em painéis, criando obras que utilizam elementos cubistas. Hockney vive em Londres e Los Angeles, onde mantém ainda uma intensa atividade artística.»
Hockney quase reduzido à fotografia e às colagens fotográficas, quando ele foi um dos artistas mais influentes da segunda metade do século XX e do início do século XXI? Não pode ser. Falhei a exposição dele na Fundação Louis Vuitton, no ano passado, mas incentivei a minha filha a ir. Uma entrada não muito mais extensa mas mais precisa diria qualquer coisa como isto: «David Hockney. Artista plástico britânico, nascido em 1937, em Bradford, Yorkshire, e falecido em 2026, considerado uma das figuras mais importantes da Arte Pop britânica e da arte contemporânea. Ficou conhecido pelas suas pinturas de cores vivas inspiradas na Califórnia, em particular as célebres representações de piscinas, bem como pelos retratos e paisagens. Trabalhou igualmente em desenho, gravura, fotografia, cenografia e arte digital, destacando-se pela experimentação técnica e pela reflexão sobre a representação do espaço e da perspectiva. É considerado um dos artistas britânicos mais influentes da segunda metade do século XX e do início do século XXI.»
edit
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