Léxico: «sinemuriano | pliensbaquiano»

Falta sempre alguma coisa

      «As arribas costeiras de São Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, e das Astúrias, em Espanha, são jurássicas e conservam o registo geológico mais completo conhecido a nível mundial de um período crítico da história do planeta Terra: a transição entre os andares Sinemuriano e o Pliensbaquiano, que ocorreu há cerca de 193 milhões de anos, durante o período Jurássico Inferior» («Arribas costeiras de São Pedro de Moel são jurássicas», Maria Saraiva Brandão, Jornal de Notícias, 4.06.2026, p. 17). 

      Ora, Porto Editora, é muito simples: «sinemuriano» também é adjectivo. Mas não apenas isso: o busílis está na segunda acepção. Os valores «199,3 milhões de anos» e «190,8 milhões de anos» correspondem a uma escala cronostratigráfica mais antiga, ainda reproduzida por algumas obras de referência. A Comissão Internacional de Estratigrafia indica actualmente 199,5 ± 0,3 Ma para a base do Sinemuriano e 192,9 ± 0,3 Ma para o seu topo. E depois não acolhes ➠ pliensbaquiano 1. GEOLOGIA relativo ao Pliensbaquiano; 2. GEOLOGIA andar do Jurássico Inferior, antecedido pelo Sinemuriano e sucedido pelo Toarciano; 3. GEOLOGIA idade correspondente a esse andar, que teve o seu início há, aproximadamente, 192,9 milhões de anos e o seu termo há, aproximadamente, 184,2 milhões de anos. 

      No respeitante à etimologia, vem do topónimo alemão Pliensbach, localidade de Bade-Vurtemberga, +-iano.

[Texto 23 098]


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P. S.: Mais hoje, mais amanhã, Martim Madeira, da Rádio Observador, tem de ficar a saber que «coacção» e «coação» não se lêem da mesma maneira. O problema — ou a porra, se quiserem — é que onde antes tínhamos três verbetes bem distintos nos dicionários, coação, coacção e co-acção, temos agora somente um: coação (/kuá), coação (/kuâ/), coação (/kôá/). Na oralidade, porém, nada mudou. Isto é capaz de fazer confusão a certas cabeças.



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