Léxico: «dapsona»

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      «“Quando em 1958 foram inventadas as dapsonas, e começámos a utilizar a combinação de antibióticos para combater a lepra, tudo mudou”, explica [o médico] Paulo Margalho. Nessa altura já não havia muito a fazer para o jovem Gil, pois que perdera parte dos dedos das mãos. O mesmo aconteceu a muitos milhares de portugueses, que foram perdendo extremidades do corpo, na sequência da infecção de pele que começava com manchas (avermelhadas ou escuras) e degenerava em nódulos, úlceras ou bolhas, insensibilidade ao frio ou calor. Ao mesmo tempo, muitos casos da doença de Hansen manifestavam-se para lá da infecção de pele, afectando os nervos periféricos, os olhos e o trato [sic] respiratório» («Os dois últimos leprosos que nunca saíram do Hospital Rovisco Pais», Paula Sofia Luz, Público, 22.06.2026, p. 16). 
      Pelo que vi, foi muito antes de 1958. Mas não o vamos chumbar já, temos outras prioridades. Assim, proponho dapsona FARMACOLOGIA composto sulfónico (C₁₂H₁₂NOS) com actividade antibacteriana, utilizado como medicamento no tratamento da lepra e de determinadas doenças dermatológicas e infecções oportunistas. 
      Quanto à etimologia, provém do inglês dapsone, denominação farmacológica criada a partir da designação química diaminodiphenyl sulfone («diaminodifenil-sulfona»).

[Texto 23 194]

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