Léxico: «descartabilidade»
15.6.26
Homenagem ao Papa Francisco
«O momento, embora breve, parecia carregado de simbolismo político quase mítico. Xi e Putin caminhavam em direção à Praça Tiananmen, o centro cerimonial da superpotência emergente e um lugar associado à repressão brutal da dissidência pelo regime chinês. Em 1989, num breve momento de euforia, pareceu que o comunismo chinês poderia fazer parte do passado, abrindo espaço ao nascimento de uma nova possibilidade democrática. Depois chegaram os tanques, anunciando o poder eterno e indivisível do Estado e a total descartabilidade da vida dos seus súbditos» («Quem quer comprar a eternidade?», Mark O’Connell, tradução de Joana Henriques, «Revista E»/Expresso, 5.06.2026, p. 16).
[Texto 23 142]
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