Definição: «estrela»

Tempo que já passou

 

      «Un sujet que notre interlocutrice aborde en évoquant la prise de conscience de collectivités quant aux interférences de l’éclairage public, non seulement avec la vue sur les cieux, mais aussi avec la santé des citoyens. La scientifique milite à cet égard pour la multiplication de “réserves internationales de ciel étoilé”. Recensés par l’association Dark Sky, ces endroits d’où l’on peut observer la voûte céleste sans interférence lumineuse offrent une infinité de curiosités: “Entre 2000 et 3000 étoiles sont visibles à l’œil nu, on peut distinguer une planète d’une étoile ou d’un satellite...”» («Une conteuse d’étoiles pour rallumer notre regard», Flavienne Wahli Di Matteo, Le Temps, 20.05.2026, p. 9). 

      Embora contenha informação interessante, é mero pretexto para analisar a definição de «estrela». A Porto Editora ainda é do tempo em que se definia assim: «ASTRONOMIA astro aparentemente fixo que tem luz e calor próprios». O problema desta definição é conservar uma visão antiga da Astronomia, baseada apenas na observação do céu à vista desarmada. Durante séculos, as estrelas pareciam pontos fixos no firmamento, ao contrário dos planetas, os «astros errantes»; daí «aparentemente fixo». Hoje, porém, sabe-se que todas as estrelas se movem e que uma estrela se define não pelo aspecto visual, mas pela sua natureza física: um astro gasoso que produz energia por fusão nuclear e emite radiação própria. Também «luz e calor próprios» é uma formulação ultrapassada, pois a luz e o calor são apenas consequências desse processo. 

      Tudo visto, proponho  estrela ASTRONOMIA astro gasoso, constituído principalmente por plasma, que produz energia por fusão nuclear no seu interior e emite radiação electromagnética própria.

 

[Texto 23 080]

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