Léxico: «colhida», de novo
27.5.26
O caçador caçado
«A IP, enquanto gestora da rede ferroviária nacional, explica que “a grande maioria dos acidentes significativos com consequências humanas resulta de factores externos ao sistema ferroviário, designadamente da intrusão no espaço ferroviário em locais de acesso proibido e devidamente sinalizados, bem como do desrespeito pelas regras de atravessamento em passagens de nível”. Nos últimos cinco anos, 89% das mortes e 90% dos feridos graves em acidentes ferroviários ocorreram precisamente em resultado de colhidas em plena via ou em passagens de nível. [...] Em 2025, o gabinete abriu 74 processos de análise preliminar a acidentes envolvendo a colhida de pessoas nos sistemas ferroviários, dos quais 67 ocorreram na ferrovia pesada, dois no metro pesado e cinco no metro ligeiro» («Portugal no topo dos países com mais acidentes mortais na ferrovia», Carlos Cipriano, Público, 26.05.2026, p. 26).
É verdade que ele próprio é colhido pela ortografia — «Nos carris portugueses morreram 6,2 pessoas, em média, por mil quilómetros de vias férreas, um valor que fica à frente da Hungria (5,8), Eslováquia (5,7), Lituânia (4,6) e Polónia (4,3).» — e pelos verbos — «Estas estatísticas do Eurostat excluem os suicídios, que são comunicados separadamente por não se tratarem exactamente de acidentes.»
[Texto 23 049]
edit
Sem comentários:
Enviar um comentário