Definição: «phishing»
26.5.26
Já foi assim, já
Um vizinho idoso, muito aflito, veio mostrar-me uma SMS em que lhe pediam quase 50 euros por uma dívida ao Ministério da Saúde. Bem-vindo ao século XXI. Desafligi-o e elucidei-o acerca do mundo em que vivemos. You know, he could have been one of those survivalist crackpots who live hidden away in caves for years. Não o mandei foi consultar a definição de phishing (e muito menos de smishing) no dicionário da Porto Editora: «actividade criminosa que consiste em enviar emails não solicitados cujo objectivo é induzir o utilizador a fornecer dados pessoais e/ou financeiros». É tão anos 2000, meu Deus, que até nos faz sorrir. Temos é de ter uma definição abrangente, robusta, quase à prova do obsoletismo e que contemple todos os canais, dispensando assim smishing e outras que tais. Tudo visto, proponho ➠phishing técnica fraudulenta que consiste em fazer-se passar por entidade legítima através de mensagens, sítios Web ou outros meios de comunicação electrónicos, com o objectivo de induzir alguém a revelar informações, efectuar pagamentos, instalar programas maliciosos ou realizar outras acções que beneficiem o atacante.
[Texto 23 042]
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P. S.: A expressão vender-se como canela, que vimos ontem numa citação de Aquilino, significava vender-se muito bem, com grande rapidez e facilidade, aproximadamente o que hoje se diria «vender-se como pãezinhos quentes». Surge registada em estudos de fraseologia portuguesa como uma comparação fixa tradicional. A explicação parece estar ligada ao enorme valor e procura da canela noutras épocas. Durante séculos, a canela era uma especiaria cara, apreciadíssima e muito comerciada, pelo que algo que se vendia como canela era algo de saída rápida e garantida. Portanto, passou a significar «vender-se muito rapidamente e com grande aceitação; ter procura imediata e abundante». Não ser corrente hoje em dia e aparecer na literatura são a melhor recomendação para a dicionarizarmos.
edit
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