Definição: «ébola»

Conjunto, não só um


      «O Ébola é um conjunto de vírus altamente contagiosos e com taxas de mortalidade altas. Desde que foi detectado pela primeira vez, em 1976, já houve mais de 40 surtos – este é o 17.º surto registado na República Democrática do Congo. [...] Há quatro tipos de vírus do Ébola que podem ser transmitidos a humanos: a do Zaire, a do Sudão, a da Floresta de Tai e a Bundibugyo. Segundo a OMS, é este último o responsável pelo actual surto» («Novo surto de Ébola: o que é a Bundibugyo e porque é uma emergência?», Tiago Ramalho, Público, 19.05.2026, p. 28). 

      Até concordaria que a definição tivesse duas acepções, como faz a Porto Editora, mas precisamente na ordem inversa. Afinal, quando se afirma que se registaram não sei quantos mortos por ébola, a que nos referimos, ao vírus ou à doença? À doença, evidentemente, pelo que é esta a acepção principal. Mais: se é um conjunto de vírus, não podes defini-lo, Porto Editora, como o «vírus causador». Mas termos duas acepções, no caso, pode não ser desnecessário, para maior clareza, pelo que proponho ébola 1. MEDICINA doença infecciosa grave causada por vírus do género Ebolavirus, caracterizada por febre, hemorragias e elevada taxa de mortalidade; 2. [por extensão] designação comum desses vírus.

[Texto 23 024]

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