Definição: «ébola»
23.5.26
Conjunto, não só um
«O Ébola é um conjunto de vírus altamente contagiosos e com taxas de mortalidade altas. Desde que foi detectado pela primeira vez, em 1976, já houve mais de 40 surtos – este é o 17.º surto registado na República Democrática do Congo. [...] Há quatro tipos de vírus do Ébola que podem ser transmitidos a humanos: a do Zaire, a do Sudão, a da Floresta de Tai e a Bundibugyo. Segundo a OMS, é este último o responsável pelo actual surto» («Novo surto de Ébola: o que é a Bundibugyo e porque é uma emergência?», Tiago Ramalho, Público, 19.05.2026, p. 28).
Até concordaria que a definição tivesse duas acepções, como faz a Porto Editora, mas precisamente na ordem inversa. Afinal, quando se afirma que se registaram não sei quantos mortos por ébola, a que nos referimos, ao vírus ou à doença? À doença, evidentemente, pelo que é esta a acepção principal. Mais: se é um conjunto de vírus, não podes defini-lo, Porto Editora, como o «vírus causador». Mas termos duas acepções, no caso, pode não ser desnecessário, para maior clareza, pelo que proponho ➠ ébola 1. MEDICINA doença infecciosa grave causada por vírus do género Ebolavirus, caracterizada por febre, hemorragias e elevada taxa de mortalidade; 2. [por extensão] designação comum desses vírus.
[Texto 23 024]
edit
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