Léxico: «não-caso»
17.5.26
Façam caso
«A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta segunda-feira orientações para a gestão de possíveis casos suspeitos do surto de hantavírus e indicou que o risco em Portugal “mantém-se muito baixo”, sem necessidade de implementar medidas preventivas. “Esta Orientação enquadra as medidas a adotar, pelos profissionais do sistema de saúde português, para gestão de eventuais contactos no âmbito do surto da Hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius, na eventual possibilidade de darem entrada em Portugal indivíduos que foram contactos de casos com relação a este surto”, explicou a DGS em comunicado publicado na sua página na Internet» («Hantavírus: DGS publica normas para possíveis casos suspeitos», Rádio Renascença, 11.05.2026, 23h19).
Decerto ainda se lembram de termos sugerido a dicionarização de «não-dito» e «não-assunto» no ano passado. Bem, nesta orientação (acepção também fora dos dicionários) da DGS usa-se, e é habitual em epidemiologia, o termo «não-caso», que passaremos a definir assim ➠ não-caso EPIDEMIOLOGIA indivíduo inicialmente sujeito a vigilância, investigação ou avaliação clínica por suspeita de determinada doença, exposição ou condição sanitária, mas que, após aplicação dos critérios epidemiológicos, clínicos ou laboratoriais estabelecidos, é excluído da classificação de caso confirmado, provável ou suspeito; pessoa que não preenche os critérios definidos para ser considerada caso numa investigação epidemiológica ou sistema de vigilância sanitária.
[Texto 22 985]
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