Léxico: «galo-lira | tetraz-lira»

Agora com mais tempo e tento


      «Selon une étude française publiée en 2013, plus de 835 oiseaux sont morts dans les Alpes et les Pyrénées françaises à cause des câbles de remontées mécaniques sur la période 1997-2009. Les téléskis, plus proches du sol (et plus souvent fréquentés, ce qui augmente la probabilité de trouver des cadavres), apparaissent comme les plus meurtriers: ils concernent 78% des collisions fatales. Parmi toutes les espèces impliquées, le tétras-lyre (Lyrurus tetrix), ce gallinacé noir à la queue en panache qui survit l’hiver en se cachant dans un igloo creusé dans la neige, paie le plus lourd tribut» («La vision, talon d’Achille du tétras-lyre», Aurélie Coulon, 24 heures, 2.05.2026, p. 26). 

      Está no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, mas a definição foi claramente feita nos últimos minutos de uma sexta-feira: «ORNITOLOGIA (Lyrurus tetrix) Ave não migratória, com asas pequenas e arredondadas, da família dos Fasianídeos, ordem dos Galiformes». Nem para apontar a sinonímia sobrou tempo: «galo-lira ORNITOLOGIA (Tetrao tetrix) ave galiforme de distribuição eurasiática, da família dos Tetraonídeos, atinge cerca de 55 centímetros de comprimento e apresenta plumagem escura com reflexos azulados, barra branca nas asas, penachos vermelhos sobre os olhos e cauda característica, que recorda o formato de uma lira (instrumento musical)». 

      Estamos perante três problemas. Um é propriamente um erro dos grandes: Tetrao tetrix é uma designação desactualizada, a espécie foi reclassificada, deixando o género Tetrao e passando para Lyrurus. Assim, e exemplificando justamente com este, que está errado, proponho ➜ galo-lira ORNITOLOGIA (Lyrurus tetrix) ave galiforme da família dos Fasianídeos, de médio porte (cerca de 55 cm), não migratória, de distribuição eurasiática, própria de regiões frias e abertas, com dimorfismo sexual acentuado: o macho apresenta plumagem negra com reflexos azulados, barra branca nas asas, carúnculas vermelhas supra-orbitais e cauda em forma de lira; a fêmea é acastanhada e críptica; habita charnecas, turfeiras e orlas de floresta, alimentando-se de vegetais e invertebrados, sendo conhecida pelos rituais colectivos de exibição nupcial (lek); o m. q. tetraz-lira. 

      A definição de tetraz-lira será, sem tirar nem pôr, igual, salvo na remissão, que será «o m. q. galo-lira».

[Texto 22 946]

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