5.3.11
Estribilho enfadonho
Estão a ver aquele «não é?» de João Almeida, do Quinta Essência? Lembrou-me o comento de Montexto: «Ainda haverá quem se lembre de que “a partir de” é um galicismo? Acho que Camilo nunca o usou... No caso podia substituir-se por “desde aí, desde então”.» E não podia ver-se no estribilho «não é?», demasiado usado por alguns, influência do «n’est-ce pas?» francês? «Andam», escreveu Vasco Botelho de Amaral, «na verdade, bem esquecidas as naturalíssimas formas de preguntar — “não é verdade?”, “não lhe parece?”, não acha?”, “ora, não?”; então, não?”, pois não?”; ou simplesmente “não?”» (Meditações Críticas sobre a Língua Portuguesa, Vasco Botelho de Amaral. Lisboa: Edições Gama, 1945, p. 217).
[Post 4523]
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