Artigo com topónimos

Das Donas

      João Almeida entrevistou hoje Marçal Grilo no programa Quinta Essência, na Antena 2. Marçal Grilo, licenciado em Engenharia Mecânica (ainda o curso era de seis anos e havia apenas cinco engenharias), diz «embraiage» e não «embraiagem». Talvez até escreva, quem sabe, embrayage. Ouvi falar de uma senhora idosa que diz «cláxon» e não «buzina», e talvez até escreva klaxon. João Almeida: «Ora então, mas, além disso, por exemplo, essa zona é também de António Guterres, é, salvo erro, de Donas, não é?» Marçal Grilo: «É das Donas, é.»

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2 comentários:

R.A. disse...

deixá-los falá-los q'eles calar-se-ão!!!!

Anónimo disse...

A propósito deste tema, pode consultar-se com algum proveito «A determinação de topónimos ou de nomes de localidades», em «o Português para todos», de Helena Mateus Montenegro, João Azevedo Editor, 2005, p. 69-73. Dão-se vários exemplos de topónimos açorianos, e estabelecem-se ou esboçam-se aí regras ou critérios para distinguir os casos em que o topónimo é ou deve ser precedido do artigo, e acaba por se reconhecer que «Na ausência de estatísticas, e recorrendo tão só [sic] a observação directa, parece mais frequente, nos tempos actuais, o uso dos topónimos antecedidos apenas de preposição, quando em inúmeros casos a presença do artigo seria de norma». E a boa da Senhora adverte e recomenda, piedosa: «Multiplicam-se papéis timbrados de câmaras e juntas de freguesias onde se utiliza a “ficha zero” Câmara de X, Junta de Y. As opções incorrectas, por desconhecimento de como funciona a língua, deverão ser contrariadas por um constante interrogar-se sobre pormenores de língua aparentemente ínfimos, mas que estabelecem uma diferença qualitativa, essencial ao crescimento de qualquer sociedade», — que se conheça, reconheça e preze, acrescentaria eu.
Interrogações dessas parece-me que não têm faltado neste blogue...
— Montexto

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