Dize, faze, traze...

Então, gramatize-se!

      «— João! Vê se consegues arranjar carne — um bom pedaço dela — e traze-ma cá!» (A Aventura no Circo, Enid Blyton. Tradução de Vítor Alves. Lisboa: Editora Meridiano, Limitada, 1969, p. 188).
      «Se o uso natural insiste no diz, guardem os gramáticos o dize para a ênfase ou para o... artificialismo. Gramatize-se definitivamente o “diz lá isso”, e não se esqueçam os filólogos de que já no latim a forma dic era vivedoira ao par de dice. O precedente exemplo do latim mostra ser caturrice anacrónica o rigor de só admitir o janota do dize. E quanto ao faz, ao lado de faze, e traz, ao par de traze, requeiro a mesma hospitalidade. O latim também aqui nos ensina a ser razoáveis (fac, face, trac, trace)» (Vasco Botelho de Amaral, Glossário Crítico de Dificuldades do Idioma Português. Porto: Editorial Domingos Barreira, 1947, p. 366)


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