Léxico: «instalação-piloto»

Esqueceu-se foi de reler


      «Mas, agora, a ideia é fazer da instalação-piloto um laboratório flutuante» («Na Barragem do Alto Rabagão, em Trás-os-Montes, testa-se o futuro da energia solar», Clara Barata, Público, 19.03.2026, p. 26). 

      Curiosamente, neste artigo, aparecem «instalação-piloto», «teste-piloto» e «projecto-piloto». Deve ter sido uma aposta da jornalista, assim um desafio à Georges Perec, mas mais fácil. O pior foi a terrível gralha umas linhas atrás: «No Alto Rabagão são produzidos 220kW (quilowatts), enquanto no Alqueva se produzem ci2oMW (megawatts). “Portanto, 20 vezes mais”, sublinhou Pedro Oliveira.» Temos de ser nós a pensar e a fazer as contas: multiplicando 220 kW por 20, temos 4400 kW = 4,4 MW. O que confere com os dados da mesmíssima EDP, que nuns documentos apresenta 4 MW de potência instalada, noutros 5 MW. Mas está bem, encaixa ainda: 4 MW / 220 kW ≈ 18,2; 5 MW / 220 kW ≈ 22,7.

[Texto 22 665]

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