Desempoeirar o léxico: «hígido»

Faz bem


      De quando em quando, Hélio Schwartsman usa termos que mais ninguém, nem no Brasil nem em Portugal, usa, e faz bem, é uma forma de os dar a conhecer: «Desde que o falante se faça compreender, ninguém perde nada. Idiomas são a prova de que a autogestão pode funcionar. Milênios antes de nascer o primeiro gramático prescricionista, grupos humanos já se organizavam para manter línguas, todas elas munidas de gramáticas completas, que lhes permitiam comunicar qualquer ideia concebível e algumas inconcebíveis. As regras inventadas por acadêmicos servem para marcar distinções sociais, mas não tornam o idioma melhor nem mais hígido» («O anarquismo que funciona», Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo, 21.02.2026, p. A3). No caso, por sorte, está nos nossos dicionários.

[Texto 22 607]

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