Definição: «síndrome de Stendhal»

Tudo menos «condição»


      «Cuando se piensa en la ciudad de Parma, lo primero que viene a la mente es su espectacular Baptisterio de mármol rosa de Verona, un imponente edificio octogonal del siglo XIII que es, sin duda, una de las mayores proezas artísticas de Italia. Cuando se habla de esa reacción de colapso psicosomático con mareos y taquicardias ante la percepción de una enorme acumulación de belleza, se hace siempre referencia a la experiencia de Stendhal cuando visitó la basílica de la Santa Croce en la ciudad toscana de Florencia en 1817, lo que se ha venido en llamar sindrome de Stendhal» («Parma y el síndrome de Stendhal», Santiago Ortiz Lerín, El Periódico, 29.03.2026, p. 42).

      Não precisam de me lembrar que fui eu que sugeri a dicionarização de «síndrome de Stendhal» à Porto Editora, mas não ditei propriamente a definição, além que apresenta dois problemas. Recordemo-la: «condição psicossomática caracterizada por um conjunto de sintomas como aceleração do ritmo cardíaco, vertigens ou desmaios (entre outros), decorrente da exposição a obras de arte ou locais de grande beleza estética; hiperculturemia». O primeiro é aquela «condição», que não tem como fingir que é portuguesa, porque tem no ADN o condition inglês. Não precisamos dela. O segundo é a natureza daquela «exposição»: não é qualquer exposição, como muitos leitores, apressados ou não, poderão deduzir, mas uma experiência intensa ou sobrecarga estética. O que é bem diferente. Assim, proponho ➜ síndrome de Stendhal PSICOLOGIA conjunto de reacções físicas e emocionais transitórias, como taquicardia, tonturas ou desmaio, desencadeadas por uma experiência intensa perante obras de arte ou contextos de grande beleza estética, especialmente em situações de sobrecarga sensorial ou cultural.

[Texto 22 709]

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