Léxico: «prova indirecta»

Mas ausente dos dicionários


      «A magistrada critica a prova indireta, que não foi valorizada. “Não é absolutamente necessário o aparecimento do corpo para se concluir pelo cometimento do crime de homicídio/aborto. Será todavia de se exigir que se alcance uma evidência de morte, ainda que comprovada por provas indiretas ou circunstanciais, sejam elas perícias, testemunhais ou outras, desde que permitam alcançar uma conclusão segura”, lê-se» («“O autor da morte de Mónica foi Fernando Valente”», Nelson Rodrigues e Tânia Laranjo, Correio da Manhã, 26.03.2026, p. 12). 

      Isto é que é forma de escrever... Nada como um jornalista acolitado por outro jornalista para engendrar estes portentos. Tem de ser o pobre leitor — e talvez boa parte dos leitores deste jornal não o saiba fazer — a proceder a esse trabalho de reconstrução. Bem, avancemos propondo, dada a sua presença nos meios de comunicação, a dicionarização de ➜ prova indirecta DIREITO prova que incide sobre factos intermédios ou circunstâncias conexas, a partir dos quais se infere o facto principal a demonstrar; distingue-se da prova directa por exigir um raciocínio inferencial e pode assumir a forma de prova indiciária.

[Texto 22 706]

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