O que se escreve por aí

Mas não existem, claro


      João Caupers, jurista, antigo presidente do Tribunal Constitucional e ex-conselheiro de Estado, que mantém no Diário de Notícias uma crónica semanal, veio expender uma tese estrambótica (extravagante, esquisita, ridícula, estrambólica...) até mais não: não existem sinónimos. Mais: se existissem, o que nega, seriam desnecessários. Embora, já mais perto do fim do que do princípio, afirme que não é linguista (ah!), sempre vai avançando para o desenlace, que não é outro que não aquele que já adiantei, mas não quero que fique aqui apenas a minha interpretação: «Numa breve investigação que fiz recentemente, encontrei, em decisões judiciais, as palavras esquivamento, ajuizamento e lesionamento (entre outras). Se existirem, serão sinónimos, respectivamente, de esquiva, juízo e lesão. Não terão outra utilidade a não ser dificultar a compreensão do texto» («Palavrões», João Caupers, Diário de Notícias, 12.03.2026, p. 4).

[Texto 22 613]

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