25.3.11
Tira, tira
«— Oxalá que não seja um trabalho que o ocupe durante todo o tempo em que estamos em casa a passar as férias da Páscoa — resmungou Maria da Luz. — Ele tem sempre uma missão secreta a cumprir quando menos convinha que a tivesse!» (A Aventura no Circo, Enid Blyton. Tradução de Vítor Alves. Lisboa: Editora Meridiano, Limitada, 1969, p. 8).
Na locução adverbial «oxalá que», apesar de seleccionar uma oração completiva, pode omitir-se a conjunção, e, a meu ver, até se ganha em expressividade. Aliás, até se compreende mal que se use, neste caso, a conjunção.
A propósito desta palavrinha, Fr. Francisco de S. Luiz, no seu Glossario das Palavras e Frases da Lingua Franceza, que por descuido, ignorancia, ou necessidade se tem introduzido na Locução Portugueza moderna; com o juizo critico das que são adoptáveis nella, afirma que no princípio das proposições optativas, imprecativas, etc., o que é construção francesa: «Que saiba todo o mundo os nossos amores! Que eu morra, se isto assim não é!»
[Post 4614]
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