Carnavalesco
«A coisa atingiu tais proporções que a municipalidade reagiu com uma série de posturas muito severas, que acabaram com esse Carnaval vândalo que já vinha de muito longe na capital. Os estalinhos, as bombinhas de mau cheio [sic], as bichas de rabiar e as bisnagas de água da minha juventude eram os sucedâneos mais industriais do vasto arsenal improvisado e de fabrico caseiro dos carnavais alarves» («O Carnaval que Lisboa já não tem», Eurico de Barros, «DN Gente»/Diário de Notícias, 5.03.2001, p. 9).
Caro Eurico de Barros, é «rabear» que se escreve. Rabear, agitar o rabo ou a cauda. Rabiar é parónimo: ser tomado por sentimento de raiva; enfurecer-se, enraivecer-se. Não se envergonhe, por quem é, de consultar dicionários e prontuários. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora e outros dicionários mandam escrever com hífenes, «bicha-de-rabear». Mas vai passar, com o Acordo Ortográfico de 1990, a ser grafado «bicha de rabear».
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