Matemática e ciências

Novo portal

      Sem dúvida atractivo e útil, o portal Skoool.pt, resultado de uma parceria entre a Intel Corporation e a Câmara Municipal de Castelo Branco. Para aprender ou recordar conceitos no campo das ciências e das matemáticas. Com recursos abertos e gratuitos.

Léxico contrastivo: «13.º salário»

Realmente

      «As empresas têm até o próximo dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela do 13.º salário aos funcionários com carteira assinada. Isso significa que aposentados, pensionistas e trabalhadores contratados formalmente que trabalharam mais de 15 dias neste ano têm direito a mais um salário, sendo 1/12 do valor para cada mês trabalhado» («O que fazer com o 13.º salário?», Wânia Caldas, O Povo, 7.11.2007, p. 27). Realmente, o salário é que é o 13.º, e não o mês, como em Portugal. Deve ser por isso que a alguns portugueses sobra sempre mês no fim do ordenado...

Diabolus in Musica

É o Diabo

      Acabei de ouvir na Antena 1 a publicidade ao espectáculo Diabolus in Musica, em cena hoje no Grande Auditório do CCB. Antes de um elemento (Giancarlo Macrí?) do grupo ter falado, a jornalista disse: «“Diabolus in Musica”, isto é, o “Diabo entra na música”.» Apesar de ser um espectáculo divertido, afinal é sobre a música clássica, integrando no repertório música de Vivaldi, Mozart, Bizet, Strauss, Bach, Offenbach, Rossini… Acreditaria piamente no arremedo de explicação, se não me recordasse deste trecho de uma obra magnífica: «A Igreja Católica baniu a música que contivesse polifonia (mais do que uma parte musical interpretada de cada vez) temendo que tal levasse as pessoas a duvidar da unidade de Deus. A Igreja também baniu o intervalo musical de uma quarta aumentada e a distância entre o dó sustenido e o fá sustenido, conhecida por trítono (no West Side Story de Leonard Bernstein, corresponde ao intervalo no qual Tony canta o nome «Maria»). Este intervalo era considerado de tal forma dissonante que só podia ser obra de Lúcifer e a Igreja passou a chamá-lo Diabolus in musica. Foi a altura sonora que deixou em grande rebuliço a Igreja medieval» (in Uma Paixão Humana — O seu Cérebro e a Música, de Daniel J. Levitin, tradução de Bárbara Pinto Coelho, Editorial Bizâncio, Novembro de 2007, pp. 21-22).

Biblioteca Digital do Alentejo

Tesouros

      Já está em linha a Biblioteca Digital do Alentejo (BDA), desenvolvida pela Fundação Alentejo-Terra Mãe, através do Centro de Divulgação da História e da Sociedade do Alentejo. Já estive a consultar, por exemplo, as Notas Históricas acerca de Serpa e o Elemento Árabe na Linguagem dos Pastores Alentejanos, do conde de Ficalho.

Léxico contrastivo: «disparada»

A tiro

      «Cada vez mais feitos de plástico, os brinquedos do mundo inteiro vão custar mais caro por causa da disparada dos preços do petróleo, o componente de base do plástico, mas uma grande parte das altas só deve ser repassada aos consumidores depois do Natal» («Disparada do petróleo vai elevar preço de brinquedo», O Povo, 28.11.2007, p. 34). Disparada é uma corrida desenfreada; o que, metaforicamente, os preços fazem.

Ensino do Francês

Bom sinal

      «Todos os jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo do ensino básico da Guarda vão proporcionar aos alunos o ensino do Francês, anunciou o presidente da autarquia. Joaquim Valente assinou um protocolo entre a autarquia, a Escola Superior de Educação da Guarda e a Embaixada de França com vista à implementação de um programa do ensino precoce do francês, e disse ser “possível” que no próximo ano lectivo o Francês seja ensinado em todas as escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico e jardins-de-infância do concelho» («Guarda ensina Francês a mais novos», Global, 12.12.2007, p. 9).

Tradução: «paper»

Aos papéis

      Na edição de hoje do jornal Global, podia ler-se: «As instituições académicas portuguesas “não são o número 1”, sublinhou o professor, apesar de as considerar “muito boas e com uma sólida base científica”, embora marcadas por “conservadorismo, demasiada concentração na publicação dos papers e pouca predisposição para a mudança”» («Universidade alheada do meio industrial», Global, 11.12.2007, p. 9). A afirmação é de Yossi Sheffi, um director do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Claro que o Global escreve, é uma fatalidade, «Massachussetts». Todavia, é dos «papers» que quero falar. Por acaso não se esqueceram de traduzir esta palavrinha? Ou reputam-na intraduzível? Num dicionário comezinho, que tenho aqui à mão, leio: «Paper: ensaio, dissertação, conferência, comunicação de carácter científico, literário, etc.» Serve?

Dicionário de relojoaria

Novo dicionário

      Com 625 entradas, ilustrado, o novo Dicionário de Relojoaria — O Universo do Tempo e dos seus Medidores, da autoria do jornalista e investigador Fernando Correia de Oliveira, acaba de ser publicado pela Âncora Editora. É sempre de saudar um trabalho desta natureza, especialmente num país em que tão pouco se faz nesta área.

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