Definição: «gilbertês»

Mais do que o estrito, esquelético, básico


      «Kiribati (em gilbertês lê-se Kiribas, porque o “ti” tem som de “s”) compõe-se de três grupos de ilhas, as Gilbert, as Fénix e as Espórades Equatoriais ou ilhas da Linha, espalhadas pelo oceano Pacífico e por quatro hemisférios, caso único no planeta» («Kiribati, o pais-mar: preservar o oceano que lhes corre nas veias», António Rodrigues, Público, 23.03.2026, 21h30). 

      Até pode encontrar-se de quando em quando a referência a «quatro hemisférios», mas isso não legitima o seu uso. Isso daria duas Terras. Claro que percebo a ideia por detrás, mas se se usar o termo «quadrante», não há imprecisões nem desnecessárias extensões de sentido. Quanto a «gilbertês», para evitar uma definição excessivamente esquemática como aquela que encontramos nos nossos dicionários, proponho ➜ gilbertês LINGUÍSTICA língua austronésia do ramo micronésio, falada no Quiribáti, onde é língua oficial a par do inglês; apresenta grande homogeneidade dialectal entre as ilhas, apesar da dispersão geográfica do arquipélago; caracteriza-se por um sistema fonológico relativamente simples e por uma morfologia predominantemente analítica, com uso de partículas para marcar relações gramaticais.

[Texto 22 682]

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1 comentário:

Helder Guégués disse...

A definição do vocábulo gilbertês, nesta acepção, foi hoje melhorada no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Ficou assim: «LINGUÍSTICA língua austronésia do ramo micronésio que é, a par do inglês, um dos idiomas oficiais do Quiribáti». Podia ter ficado ainda melhor, mas não podemos ser ambiciosos, é malvisto.

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