Como se escreve por aí

Ainda há dicionários


      «Num período de catástrofe, como o iniciado a pelo mega-ciclone de 28 de Janeiro e seguido pelas ondas e inundações, essa função exacerba-se de parte a parte: por um lado, a TV dá voz a queixas, que são notícia, por outro os chamados ‘populares’, cidadãos sem poder na terra, só na TV, procuram ou são procurados pelas câmaras para dar conta dos seus estragos, perdas e desgaste. Fazem-no individualmente, em família, em grupo de moradores ou trabalhadores, o que for necessário, mas amiúde sem se enquadrarem institucionalmente debaixo da asa de sindicatos, patrões ou de autarcas. Fazem como que micro-movimentos sociais instantâneos» («O povo reivindica pela televisão», Eduardo Cintra Torres, Correio da Manhã, 22.02.2026, p. 37). 

      Eduardo Cintra Torres também é dos tais que não perde tempo com minudências como a ortografia. Para quê, não é? Aliás, o afinco com que se empenha a desancar a torto e a direito não lhe deixa tempo nem espírito para olhar para si mesmo.

[Texto 22 518]

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