Definição: «bistre»
23.2.26
Retomando a ciência
Fiquem com a pergunta 1: «This historical ink was made by boiling soot from burned beechwood, yielding a warm brown, transparent pigment that faded faster than carbon black in old drawings. Name this ink, which architects and artists once favoured (but especially Rembrandt) for its light-sensitive nature» («What makes the pen mightier?», Vasudevan Mukunth, «Science»/The Hindu, 4.12.2025, p. II).
Ah, muito bem, a resposta é mesmo bistre. Define-o assim a Porto Editora: «1. cor entre o castanho e o amarelo; 2. substância corante de coloração entre o castanho e o amarelo, obtida pela fervura de fuligem em água e usada sobretudo em pinturas de aguarela». Proponho assim ➔ bistre 1. cor entre o castanho e o amarelo, com tonalidade quente e translúcida; 2. substância corante de coloração castanha, obtida tradicionalmente pela fervura da fuligem resultante da queima de madeira de faia (Fagus sylvatica), usada sobretudo em desenhos e aguarelas; menos estável do que o negro de fumo por ser sensível à luz, e amplamente utilizada por arquitectos e artistas, como Rembrandt, até ao século XIX.
Quanto à etimologia, vem de facto do francês bistre (século XVII), de origem obscura.
[Texto 22 483]
edit
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